Mundo Coreia do Norte acusa EUA de declararem guerra ao país e promete resposta

Coreia do Norte acusa EUA de declararem guerra ao país e promete resposta

O ministro norte-coreano dos Negócios Estrangeiros avisa que o país tem o direito de tomar medidas, incluindo abater os bombardeiros dos Estados Unidos, mesmo fora do espaço aéreo da Coreia do Norte.
Coreia do Norte acusa EUA de declararem guerra ao país e promete resposta
Reuters
Negócios com Lusa 25 de setembro de 2017 às 16:55

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte acusou o presidente norte-americano Donald Trump de ter declarado guerra ao país e avisou que Pyongyang se reserva o direito de tomar contramedidas, incluindo abater os bombardeiros dos Estados Unidos, mesmo que não estejam no espaço aéreo da Coreia do Norte.

 

"O mundo inteiro deve recordar-se claramente que foram os Estados Unidos que declararam guerra ao nosso país, primeiro", afirmou o ministro Ri Yong Ho, em declarações aos jornalistas em Nova Iorque.

 

O responsável acrescentou que, dada essa situação, "teremos todo o direito de tomar contramedidas, incluindo abater os bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos, mesmo que não estejam no espaço aéreo do nosso país".

 

Ri Yong Ho fez referência, assim, aos dois bombardeiros norte-americanos, que voaram este sábado perto da costa norte-coreana, com o objectivo de enviar "uma mensagem clara" a Pyongyang, cujas provocações causaram a ira do presidente dos Estados Unidos, segundo informou o Pentágono.

 

"Foi no ponto mais setentrional da zona desmilitarizada que um bombardeiro americano voou pela costa norte-coreana, demonstrando o quão a sério levamos o comportamento perigoso da Coreia do Norte", referiu a porta-voz do Pentágono, Dana White, em comunicado, citado pela agência francesa AFP.

 

No dia seguinte, um comité parlamentar da Coreia do Norte enviou uma carta aberta a diversos deputados internacionais, a condenar a atitude beligerante de Donald Trump, segundo informou esta segunda-feira a agência norte-coreana KCNA.  

 

A carta, cujos destinatários não foram revelados, foi enviada pelo Comité de Assuntos Exteriores da Assembleia Popular Suprema (parlamento) no domingo e condena os comentários "ignorantes" que Trump fez no seu discurso na ONU na semana passada, onde ameaçou "destruir totalmente a Coreia do Norte".

 

Pyongyang classificou os comentários de Trump como "um insulto intolerável para com o povo coreano, uma declaração de guerra contra a RPDC (República Popular Democrática de Coreia) e graves ameaças contra a paz mundial".

 

"Se Trump acredita que pode pôr a RPDC, uma potência nuclear, de joelhos com a sua ameaça de uma guerra nuclear é um grande erro de cálculo e ignorância", indica a missiva citada pela KCNA.

 

A Coreia do Norte considera que "desde o seu primeiro dia em funções, Trump realizou práticas arriscadas e arbitrárias, descartando as leis e acordos internacionais", pelo bem-estar dos Estados Unidos, "à custa do resto do mundo", e na carta instou os deputados internacionais a vigiarem Washington.

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