Mundo Coreia do Norte celebra sexto teste nuclear com fogo de artifício

Coreia do Norte celebra sexto teste nuclear com fogo de artifício

A Coreia do Norte celebrou na quarta-feira com fogo de artifício o seu sexto e mais potente teste nuclear, que classificou como um "evento nacional auspicioso" e um "marco sem precedentes".
KCNA POOL JOSHUA ROBERTS POOL POOL POOL FABRIZIO BENSCH Mohammed Salem POOL MUKHTAR KHOLDORBEKOV KYODO
Lusa 07 de setembro de 2017 às 07:14
A praça de Kim Il-sung em Pyongyang recebeu civis e membros da elite do regime, incluindo o chefe de Estado honorífico, Kim Yong-nam, e o vice-marechal do exército Hwang Pyong-so, e "os que contribuíram para o bem-sucedido teste da bomba H que pode ser instalada num míssil", segundo a agência oficial KCNA.

Os participantes testemunharam diversos discursos que classificaram o teste nuclear como "um evento nacional auspicioso que deu grande coragem e força ao exército (norte) coreano e ao povo".

O teste foi um "presente" para os líderes Kim Il-sung e Kim Jong-il, avô e pai do actual líder, Kim Jong-un, que com a sua "orientação enérgica, dedicação incansável e esforços" fizeram com que a Coreia do Norte possa "emergir com um Estado com armas nucleares", disse a KCNA.

O regime elogiou o "marco sem precedentes" conseguidos pelo jovem Kim no desenvolvimento atómico do seu país e reafirmaram a sua postura de levar a cabo "os ataques preventivos mais implacáveis e fortes", se os Estados Unidos puserem em marcha uma guerra.

Pyongyang realizou no passado domingo o seu sexto e mais forte teste nuclear até à data, em que garantiu ter detonado uma bomba H (de hidrogénio, mais potente que as armas convencionais) que pode ser instalada num míssil intercontinental.

Trata-se do quarto teste nuclear que a Coreia do Norte executa sob a liderança de Kim Jong-un.

O último teste nuclear norte-coreano produziu-se apenas cinco dias depois de Pyongyang lançar um míssil que sobrevoou o território japonês pela primeira vez desde 2009 despertando os protestos da comunidade internacional, e depois de em Julho serem lançados pela primeira vez com êxito dois mísseis intercontinentais.



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comentários mais recentes
Anónimo 07.09.2017

Após o destino e forma como liquidaram Kadafhi na Libia quem é o ditador ou equivalente que quer entregar poder ao Ocidente.

Anónimo 07.09.2017

E se isto fosse o mote para Putin, Trump e talvez a China dividirem o mundo a seu belo prazer?

Anónimo 07.09.2017

Ao olhar para este coreano na sua loucura, cada vez mais me convenço que Deus tirou férias sem vencimento.

Helder 07.09.2017

os estado-unidenses preocupem-se mas é com os furacões, que os devastam muito mais do que os mísseis deste desenho animado.

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