Mundo Coreia do Norte promete "duplicar esforços" para aumentar a sua força em resposta às sanções

Coreia do Norte promete "duplicar esforços" para aumentar a sua força em resposta às sanções

O ministério dos Negócios Estrangeiros de Pyongyang garante que as novas sanções aprovadas só confirmam o caminho que está a ser seguido pela Coreia do Norte.
Coreia do Norte promete "duplicar esforços" para aumentar a sua força em resposta às sanções
Reuters
Rita Faria 13 de setembro de 2017 às 07:53

A Coreia do Norte rejeitou as mais recentes sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira, e prometeu acelerar os seus planos para adquirir uma arma nuclear capaz de atingir o território dos Estados Unidos.

Na primeira resposta oficial à nova resolução das Nações Unidas, o ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que as sanções fortaleceram a vontade do regime de Pyongyang de "seguir por este caminho a um ritmo mais rápido, sem o menor desvio, até que a luta esteja terminada".

"A adopção de mais uma resolução ilegal e maléfica, liderada pelos Estados Unidos, serviu para a Coreia do Norte confirmar que o caminho que escolhemos seguir está absolutamente correcto", avançou o ministério, citado pela agência noticiosa oficial. "A Coreia do Norte vai duplicar os esforços para aumentar a sua força, de forma a salvaguardar a soberania do país e o seu direito de existência".

A Coreia do Sul já havia garantido ontem que o regime liderado por Kim Jong-un continua tecnicamente preparado para realizar um teste nuclear, enquanto muitos analistas antecipam que a Coreia do Norte poderá lançar um novo míssil nos próximos dias.

A comunidade internacional continua, porém, dividida, no que respeita à forma de travar Pyongyang, com os Estados Unidos a serem obrigados a aligeirar as sanções para manterem a bordo a China e a Rússia, os maiores parceiros económicos da Coreia do Norte.

A resolução aprovada no início da semana visa reduzir as importações de produtos de petróleo refinado por parte de Pyongyang, para dois milhões de barris por ano, bem como banir as exportações de têxteis para aquele país e conferir aos países a capacidade de congelarem activos dos cargueiros cujos operadores não concordem com inspecções em alto mar.

As sanções foram provadas, por unanimidade, pelos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, depois de uma semana de conversações motivadas pelo sexto e mais poderoso teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, a 3 de Setembro.

Segundo a Bloomberg, os EUA estimam que as medidas reduzirão as receitas do país em 1,3 mil milhões de dólares e o seu abastecimento de petróleo em 30%.

Ainda assim, a versão final das sanções ficou aquém da proposta preliminar dos Estados Unidos, que pretendiam uma proibição completa do fornecimento de petróleo à Coreia do Norte e o congelamento dos activos de Kim no estrangeiro. Contudo, as penalizações mais duras não receberam o apoio da China e da Rússia. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
Saber mais e Alertas
pub