Ásia Coreia do Norte promete mais "presentes" para os EUA

Coreia do Norte promete mais "presentes" para os EUA

O regime de Pyongyang confessa-se "orgulhoso" do ensaio com a bomba H organizado no fim-de-semana e reafirma que a redução da capacidade nuclear é algo que nunca estará em cima da mesa para o país.
Coreia do Norte promete mais "presentes" para os EUA
Reuters
Negócios com Reuters 05 de setembro de 2017 às 12:53
O embaixador da Coreia do Norte junto das Nações Unidas promete enviar mais "presentes" para os Estados Unidos, em mais um episódio da tensão entre os dois países, depois de Pyongyang ter realizado um ensaio com uma bomba de hidrogénio este fim-de-semana.

"Orgulho-me de dizer que, há apenas dois dias, a 3 de Setembro, a República Popular Democrática da Coreia levou a cabo com sucesso um ensaio com uma bomba de hidrogénio para uso num míssil balístico intercontinental, no âmbito do seu plano para criar uma força estratégica nuclear, afirmou Han Tae Song.

Em declarações em Genebra, citadas pela Reuters, o diplomata disse que o teste, uma medida de "auto-defesa" da Coreia do Norte, é um "presente destinado a ninguém mais do que aos Estados Unidos".

"Os EUA vão receber mais 'presentes' do meu país, uma vez que recorrem a provocações imprudentes e a tentativas fúteis de pressionar a RPDC," acrescentou perante a Conferência para o Desarmamento. 
O alto responsável norte-coreano garantiu que as pressões com o uso de sanções "nunca funcionarão" e que em "nenhuma circunstância" o país negociará uma dissuasão nuclear. 

Por seu lado, o embaixador norte-americano naquele órgão, Robert Wood, reclamou uma nova resolução do conselho de segurança das Nações Unidas que acrescente fortes sanções ao país.

"Progressos no programa nuclear e de mísseis do regime [de Pyongyang] são uma ameaça para todos. (...) Está na altura de dizer que os ensaios, as ameaças e as acções de desestabilização não voltarão a ser toleradas," adicionou.

Depois do ensaio, Moscovo pediu "cabeça fria" à comunidade internacional e insistiu que novas sanções contra o país serão "inúteis e ineficazes". Já a China, parceiro económico e aliado histórico de Pyongyang, apelou à Coreia do Norte que trave as acções, enquanto os EUA pediram sanções mais duras.

A Coreia do Sul, por seu lado, está a movimentar baterias anti-mísseis perante sinais de possível lançamento para breve de um novo míssil balístico intercontinental e admitiu autorizar que os EUA destaquem armas nucleares no seu território.



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