Mundo Coreia do Norte: Trump “acendeu o pavio da guerra” contra nós

Coreia do Norte: Trump “acendeu o pavio da guerra” contra nós

O discurso que Donald Trump fez nas Nações Unidas ainda não está esquecido em Pyongyang. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, citado pela agência de notícias russa, diz que Trump “acendeu o pavio da guerra” contra o regime.
Coreia do Norte: Trump “acendeu o pavio da guerra” contra nós
Reuters
Negócios 11 de outubro de 2017 às 18:44

No discurso nas Nações Unidas, em meados de Setembro, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ameaçou "destruir" a Coreia do Norte. O regime de Kim Jong-un já tinha respondido a esta ameaça. E hoje voltou a fazê-lo.

 

"Com o discurso insano e bélico nas Nações Unidos, Trump, pode dizer-se, acendeu o pavio da guerra contra nós", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ri Yong Ho, citado pela agência de notícias russa, a TASS. "Temos de resolver a pontuação final, apenas com uma chuva de fogo, não palavras", acrescentou.

 

Estas palavras surgem também depois de ontem o presidente norte-americano ter debatido opções para a situação na Coreia do Norte com chefes militares. O presidente norte-americano discutiu com as suas chefias militares as possíveis opções ao alcance dos Estados Unidos para prevenir ou responder a eventuais agressões com armas nucleares por parte da Coreia do Norte.

 

A reunião, cujo teor foi divulgado num comunicado da Casa Branca, ocorreu no mesmo dia em que, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap, dois bombardeiros supersónicos norte-americanos (B-1B) sobrevoaram a península coreana, numa aparente demonstração de força.

 

Fontes militares norte-americanas especificam tratar-se de exercícios conjuntos com o Japão e a Coreia do Sul, levados a cabo junto ao Mar do Japão. Foi a primeira vez que o comando de B-1B do Pacífico participou em treinos conjuntos durante a noite, referiram as mesmas fontes.

 

Na Casa Branca, o presidente norte-americano recebeu informações do seu secretário da Defesa, James Mattis e pelo chefe do Estado-Maior, Joseph Dunford, num encontro em que participaram membros da sua equipa de segurança, avança a Reuters.




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