Política Costa acredita em "melhor" entendimento com Rui Rio

Costa acredita em "melhor" entendimento com Rui Rio

Para António Costa, "é essencial em todas as democracias" que "exista um bom diálogo entre oposição e Governo, cada um, naturalmente, defendendo as suas posições, cada um tendo o seu programa, mas sendo capazes de haver entendimento sobre questões essenciais".
Costa acredita em "melhor" entendimento com Rui Rio
Miguel Baltazar
Lusa 15 de janeiro de 2018 às 13:15

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje que "não será seguramente difícil de ser melhor" o entendimento com o futuro líder do PSD, Rui Rio, do que com o actual líder social-democrata, Passos Coelho.

 

"Não será seguramente difícil de ser melhor [o entendimento]", afirmou António Costa ao ser questionado pelos jornalistas em Leiria sobre como prevê que venha a ser o entendimento com o novo presidente do PSD, Rui Rio, quando comparado com Pedro Passos Coelho.

 

Antes, o primeiro-ministro afirmou que na própria noite eleitoral enviou a Rui Rio "uma mensagem de felicitações pela sua eleição", assim como "desejar-lhe as maiores felicidades na liderança da oposição".

 

"E espero que, como ele disse, tenha com o Governo uma relação firme, exigente e construtiva ao serviço do país", declarou o chefe do executivo.

 

Para António Costa, "é essencial em todas as democracias" que "exista um bom diálogo entre oposição e Governo, cada um, naturalmente, defendendo as suas posições, cada um tendo o seu programa, mas sendo capazes de haver entendimento sobre questões essenciais".

 

O ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio foi eleito, no sábado à noite, presidente do PSD com 54,37% dos votos, com uma diferença de cerca de 10 pontos percentuais para Pedro Santana Lopes.

 

No seu discurso de vitória, Rui Rio afirmou que seguirá o legado deixado por Francisco Sá Carneiro e avisou que o actual Governo terá com a nova liderança do PSD uma "oposição firme e atenta", mas "não demagógica ou populista".




A sua opinião20
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 15.01.2018

O problema de economias como a portuguesa é terem, por um lado, empregados a mais a ocupar postos de trabalho que não se justificam, com todos os elevados custos de oportunidade que isso representa para a sustentabilidade do Estado, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade. Estes agentes económicos pertencem à esfera da extracção de valor. Por outro lado, terem relativa e proporcionalmente poucos empregados a ocupar postos de trabalho justificáveis e que criem valor excepcional. Estes agentes económicos pertencem à esfera da criação de valor. Há efectivamente um desequilíbrio muito pronunciado entre criação de valor e extracção de valor na economia portuguesa. O IMD explica-nos isso muito bem. http://www.imd.org/news/is-value-extraction-viable.cfm

comentários mais recentes
Castro 15.01.2018

Bloco Central não queremos mais falhou 40 anos

Anónimo 15.01.2018

O Diabo é o salário mínimo elevado e as prestações sociais generosas serem sustentáveis na Holanda, na Dinamarca, na Finlândia, na Suíça, até em Espanha, e em Portugal não o serem. E tudo com taxas de juro da dívida negativas ou bem próximas de zero, sem dívida pública excessiva fora de controlo, sem mortes perfeitamente evitáveis por conta do Estado que pressionado pela despesa reduz o investimento público ao mínimo e com inúmeras empresas sediadas localmente a criar valor no mercado global, agora e no futuro.

Anónimo 15.01.2018

O problema de economias como a portuguesa é terem, por um lado, empregados a mais a ocupar postos de trabalho que não se justificam, com todos os elevados custos de oportunidade que isso representa para a sustentabilidade do Estado, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade. Estes agentes económicos pertencem à esfera da extracção de valor. Por outro lado, terem relativa e proporcionalmente poucos empregados a ocupar postos de trabalho justificáveis e que criem valor excepcional. Estes agentes económicos pertencem à esfera da criação de valor. Há efectivamente um desequilíbrio muito pronunciado entre criação de valor e extracção de valor na economia portuguesa. O IMD explica-nos isso muito bem. http://www.imd.org/news/is-value-extraction-viable.cfm

Criador de Touros 15.01.2018

Vejam no Observador a jogada de Rui Rio para ganhar. Rui Rio foi desmascarado pelo Observador. Quem faz uma faz um cento. Em congresso e sem jogadas Santana ganharia. O PSD está partido ao meio. Sempre desconfiei de Rui Rio: em política quem fala pouco e com erros graves não é de confiança. Rui Rio fez um golpe de Estado no PSD com jogadas não democráticas.

ver mais comentários
pub