Política Costa aponta para défice em torno de 1,2% em 2017

Costa aponta para défice em torno de 1,2% em 2017

O primeiro-ministro reiterou as expectativas governamentais de que tanto o défice orçamental como a dívida pública em função do PIB ficarão abaixo das metas iniciais definidas pelo Governo. António Costa prevê que a dívida se tenha fixado em 126,2% do PIB e o défice tenha recuado para valores em torno de 1,2% em 2017.
Costa aponta para défice em torno de 1,2% em 2017
Negócios com Lusa 08 de janeiro de 2018 às 16:22
O primeiro-ministro, António Costa, voltou a dizer esta segunda-feira, 8 de Janeiro, que "o ano de 2017 foi um ano em que, do ponto de vista económico, tivemos boas notícias".

António Costa confirmou ainda as expectativas de que o ano passado tenha fechado com reduções maiores da dívida pública face ao PIB e do défice orçamental do que tinha sido inicialmente previsto pelo Executivo socialista. O ano de 2017 fechou assim com uma "forte redução da dívida pública", disse Costa notando que a mesma se deverá fixar em "126,2% do nosso produto, ou seja, melhor do que os 127% que se tinham estimado inicialmente".

Também o défice orçamental ficou "francamente abaixo de 1,5%, que era a meta inicial, e que rondará seguramente 1,2% do produto do ano passado", adiantou o primeiro-ministro. Este domingo na SIC, Marques Mendes já tinha antecipado que o défice em 2017 foi de 1,2% e que a dívida pública recuou para 126,2% do PIB.

António Costa lembrou ainda que o ano passado ficou também marcado pelo crescimento sustentado "fortemente" assente no crescimento do investimento e do investimento privado e pelo aumento das exportações, o que significa que a economia portuguesa tem hoje um "novo paradigma" que tem assentado na capacidade competitiva internacional do país.

"E isto num contexto onde, simultaneamente, foi possível prosseguir a trajectória de redução do défice público e de forte redução da dívida pública que, desde Outubro, como estava previsto, inverteu uma tendência de crescimento que vinha de há vários anos.

Por isso, acrescentou, é necessário olhar para este ano sabendo como é que se pode sustentar esta dinâmica de crescimento, de criação de emprego e de boa condição das finanças públicas.

Costa caracterizou ainda o ano transacto como tendo permitido uma "forte redução do desemprego", tal como confirmou o Instituto Nacional de Estatística (INE) ao rever em baixa a taxa de Outubro para 8,4%.

"O ano de 2017 foi, de facto, um ano onde do ponto de vista económico tivemos boas notícias, foi o ano de maior crescimento económico desde o início do século, foi um ano de forte redução do desemprego, como hoje o INE confirmou com a previsão da taxa de desemprego em Outubro de 8,4% e a previsão de podermos chegar a Dezembro com 8,2%", afirmou António Costa, durante uma intervenção no almoço-debate promovida pela Fundação AEP, no Porto.

O INE reviu hoje em baixa de 0,1 pontos percentuais a taxa de desemprego de Outubro para os 8,4%, valor mínimo desde Fevereiro de 2005, estimando para Novembro uma nova descida para os 8,2%. Um ano antes, em Novembro de 2016, a taxa de desemprego situava-se nos 10,5%.



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comentários mais recentes
Anónimo 08.01.2018

Ai... Costa, Costa! e os médicos e enfermeiros e lençóis para os hospitais? Não houve já alguém que disse que havia mais vida para além do défice? Olha... o Passos já foi...

Tereza economista 08.01.2018

Desce com o aumento insustentável de impostos e o turismo o Estado cada vez é um monstro maior, mais clientelar e corrupto.

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