Política Costa atira "batata quente" da TSU para Marcelo

Costa atira "batata quente" da TSU para Marcelo

O primeiro-ministro não quis antecipar o anunciado chumbo parlamentar da medida incluída no acordo de concertação social, escudando-se na análise e na decisão do Presidente da República.
Costa atira "batata quente" da TSU para Marcelo
Miguel Baltazar/Negócios
António Larguesa 16 de janeiro de 2017 às 12:54

António Costa recusou esta segunda-feira, 16 de Janeiro, falar de "trapalhada" no processo de aprovação parlamentar da descida da Taxa Social Única (TSU), remetendo a questão para o Presidente da República, que ainda terá de apreciar e promulgar o diploma resultante do acordo obtido na concertação social envolvendo o aumento do salário mínimo. 

 

"Da parte do Governo estamos a fazer o que nos comprometemos. Hoje mesmo conto que o senhor Presidente da República (PR) possa receber para promulgação o decreto de lei que resulta do acordo firmado na área da concertação social. Compete ao PR apreciar o decreto de lei e pronunciar-se. Não vou estar agora a antecipar-me - como vejo toda a gente a antecipar-se - à discussão do que é que acontecerá a seguir porque acho que devemos respeitar o funcionamento das instituições", apontou o governante. 

 

Em declarações aos jornalistas na Figueira da Foz, à margem da assinatura de dois contratos de investimento de 125 milhões de euros na Celtejo e na Celbi, detidas pelo grupo Altri, o primeiro-ministro insistiu que "neste momento, esgotada a fase da negociação na concertação social e definida a posição por parte do Governo, falta ouvir a posição do senhor Presidente da República".

 

"A apreciação parlamentar só existe com um diploma. O diploma só existe se for promulgado pelo Presidente da República. Seria muito indelicado da minha parte estar aqui a pressionar o Presidente da República ou estar a antecipar uma decisão. Só depois disso, se for caso disso, é que o debate prosseguirá", acrescentou, frisando que o Governo "[honrou] os compromissos assumidos, garantindo que há um aumento do salário mínimo nacional, que é o que consta do programa do Governo", e que o Executivo "valoriza a concertação social e o seu resultado".

 

Face à oposição dos parceiros parlamentares à esquerda e anunciado chumbo da medida por parte do PSD, questionado sobre se não está a pensar já numa alternativa, face ao anunciado chumbo na Assembleia da República, Costa referiu apenas que o Governo socialista "completou a sua parte" e que aguarda "com serenidade que os órgãos funcionem normalmente", detalhando o que designou como "um acordo global".

 

"Mas alternativa a quê? Temos neste momento aquilo que temos de ter. Primeiro, acordo quanto ao aumento do salário mínimo nacional. [Depois] um acordo que desbloqueia a paralisação na contratação colectiva por parte das entidades patronais assumirem que não irão desencadear a caducidade dos contratos colectivos durante um período de dois anos, dando por isso tempo para dinamizar e retomar o regime da contratação colectiva. Em terceiro lugar, prevê também uma redução extraordinária e temporária em certas circunstâncias para a Taxa Social Única", resumiu António Costa. 




A sua opinião16
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 16.01.2017

Ah e Tal...Queremos Bombeiros? O Quê? Querem Bombeiros? Lamentamos muito mas no PSD não há cá Bombeiros! Isso foi há uns anos atrás na Bancarrota de um governo socialista. Agora quem atear incêndios vai ter de os apagar sozinho!

Anónimo 16.01.2017

Já que pagamos os carros de luxo aos patrões, administradores e outros gajos amigos, para usarem nas férias, ir as compras, fins de semana... porque não também o combustível... na totalidade! Assim talvez ja compensa...

Anónimo 16.01.2017

Costa esconde-se atrás do PR? Quiz entalar o PSD (E ainda quer. Mas como Marcelo ainda está em lua de mel nem se apercebe) mas o tiro saiu-lhe pela colatra. Compete ao PS governar! E se o PSD estiver a fazer jogada politica qual é o problema, o PS fez pior quando aldrabou as eleições!

mariocms 16.01.2017

É lamentável que os governantes não tenham a coragem de aumentar a T S U para todas as empresas que tenham a sua actividade em Portugal e pagam impostos em Paraísos fiscais. As empresas que pagassem todos impostos em Portugal passariam a beneficiar de um desconto.
Está na hora de fazer leis que tenham ( UMA INTERPRETAÇÃO) para acabar com a corrupção e com alguns escritórios de Advogados.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub