Função Pública Costa diz que enfermeiros serão dos mais beneficiados com descongelamento de carreiras

Costa diz que enfermeiros serão dos mais beneficiados com descongelamento de carreiras

Em entrevista ao DN, o primeiro-ministro diz que os enfermeiros, que terminaram na sexta-feira uma semana inteira de greve, terão muito a ganhar com o regresso das progressões na carreira.
Costa diz que enfermeiros serão dos mais beneficiados com descongelamento de carreiras
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 16 de setembro de 2017 às 11:57
O primeiro-ministro garantiu, em entrevista ao DN, que não haverá qualquer aumento da carga fiscal em 2018 e confirmou que será o ano do arranque do descongelamento das carreiras na função pública, que vai beneficiar mais os enfermeiros.

"Vamos começar (descongelamento das carreiras) por onde é justo, que são os que tiveram congelamento total há mais tempo", afirmou António Costa, na entrevista publicada hoje no Diário de Notícias, confirmando que o descongelamento não será total.

Os enfermeiros, que estiveram toda a semana em luta, são quem mais vai beneficiar do descongelamento das carreiras da função pública, afirmou o chefe do Governo. "Porque o seu sistema de pontuação necessária para a progressão é majorado relativamente ao conjunto da administração pública", disse.

Em relação ao IRS, quando questionado se para aliviar os impostos nos escalões mais baixos a contrapartida será aumentar a taxa dos escalões mais altos, o líder do Governo foi claro: "Não está previsto haver qualquer aumento da tributação sobre os rendimentos das pessoas singulares".

Sobre o futuro da União Europeia, António Costa insistiu que o mais importante de tudo é haver "uma capacidade orçamental própria da zona euro que permita financiar a convergência económica e social entre as economias dos diferentes Estados-membros".

O primeiro-ministro acrescentou que "não haverá estabilidade duradoura na zona euro", se continuarem a aumentar as divergências entre as diferentes economias e não se reforçar a convergência. No entanto, Costa disse ver sinais muito positivos, não só "na atitude que o Presidente Macron tem apresentado", na forma como "Juncker se tem pronunciado", mas também nas "declarações que Angela Merkel fez" recentemente em que, "pela primeira vez, aceitou expressamente a existência de um orçamento da zona euro focado no investimento, visando suprir os défices de convergência".

A propósito da reavaliação da Standard & Poors da dívida soberana portuguesa, na noite de sexta-feira, que tirou Portugal do 'lixo', António Costa salientou que "confirma a correção da estratégia" que o governo tem seguido.

A Standard & Poors reviu em alta o 'rating' atribuído à dívida soberana portuguesa de 'BB+' para 'BBB-', um primeiro nível de investimento.

Com esta revisão em alta para 'BBB-', com perspectiva 'estável', Portugal volta a ter uma notação de investimento, atribuída por uma das três principais agências de 'rating' mundiais.

Desde 2012 que a agência atribuía à dívida soberana portuguesa um rating 'BB+', a nota mais elevada de não investimento, com uma perspectiva 'estável'.

O primeiro-ministro disse estar ciente de que é preciso prosseguir um caminho de rigor nas contas públicas e que "ao longo destes dois anos se tem provado que o Governo e os parceiros parlamentares têm conseguido cumprir os compromissos que assumiram entre si".



A sua opinião11
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado gatogato Há 1 semana

Como sempre, este governo considerar que apenas governa para a função pública. Os restantes portugueses são apenas o porquinho mealheiro de onde ir buscar o dinheiro para pagar à FP, esse povo eleito.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Costa vai passar um mau bocado. Os sindicatos acham que o país já está cheio de dinheiro, e vão estalar greves por todo o lado. O governo vai ser abanado pelos Funcionários Encostados ao Estado, que antes de ter encosto, fartam-se de fazer pedidos para entrar.

Anónimo Há 1 semana

Ah pois pois. Depois o PSD só tem conversa vazia, os da esquerda pedem muito e as medidas terão de ser adiadas, mas assim que houver dinheiro o descongelamento não terá fim.

Anónimo Há 1 semana

Treta de aldrabão político, mais beneficiados ou menos penalizados? Caloteiro aldrabão, paga o que deves e fecha a matraca. Se tivéssemos sindicatos a sério era um mês de greve paga e queria ver como te desenmerdavas. Vives da ignorância de estúpidos eleitores que ainda pensam que trabalhar na fp é um privilégio. Eu trabalhei na fp de 1964 a 1973, foram quase 9 anos perdidos de vida e de contagem para a reforma. Ingressei numa multinacional e regressei à vida e ao progresso existencial. E, acresce que o meu ex-patrão, daqueles que apelidam de exploradores capitalistas, ainda me paga, por sua livre iniciativa e gratuitamente, uma pensão equivalente a 1/3 da pensão de velhice que recebo do CNP com 41 anos de contribuições. Agora digam lá quem é o ladrão!

DJ viajante Há 1 semana

E como a austeridade. Ela acabou mas ficou.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub