Economia Costa diz que falhas do SIRESP foram de "menor relevância"

Costa diz que falhas do SIRESP foram de "menor relevância"

Costa já respondeu às questões do CDS. Falhas do SIRESP não foram relevantes, GNR não fechou estrada antes das mortes e Constança Urbano de Sousa tem a "confiança política" de Costa.
Costa diz que falhas do SIRESP foram de "menor relevância"
Vítor Mota/Correio da Manhã
Marta Moitinho Oliveira 06 de julho de 2017 às 17:57

O SIRESP registou falhas no incêndio de Pedrógão Grande, mas António Costa considera-as de "menor relevância". Nas respostas enviadas ao CDS, o primeiro-ministro revela ainda dados importantes sobre o que se passou a 17 de Junho. A GNR só decidiu cortar a estrada depois de ter notícia da existência de vítimas mortais, conta o chefe de Governo que mantém a "confiança política" na ministra da Administração Interna.

O primeiro-ministro enviou esta quinta-feira para o Parlamento respostas ao CDS sobre os incêndios de Pedrógão Grande, onde morreram 64 pessoas, onde começa a tirar algumas conclusões sobre o que aconteceu naquele dia. 

Relativamente ao SIRESP - a rede de comunicações de segurança para situações de emergência -, Costa admite que houve falhas mas desvaloriza-as. "A partir das 19:38, apenas os operacionais com os terminais afiliados na estação base de Pedrógão Grande conseguiam falar com o Posto de Comando via rede SIRESP. O mesmo aconteceu para as restantes quatro Estações Base a partir do momento em que as mesmas entraram em modo LST, sendo estas falhas de menor relevância, considerando a área e o horário em que ocorreram", escreve o primeiro-ministro.

Além disso, Costa acrescenta dados em relação tomada de decisão por parte da Guarda Nacional Republicana (GNR) de cortar a estrada onde morreram mais pessoas - a N236-1. "Segundo a GNR, a estrada N236-1 esteve sempre aberta ao trânsito, até haver notícia dos trágicos e imprevisíveis acontecimentos ocorridos na mesma. Só após este momento foi encerrado o acesso à N236-1". 

Na mesma resposta, o primeiro-ministro conta que teve conhecimento da existência de vítimas mortais através do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, às 22:03 e que "foi pelas 22 horas [que] começam a circular notícia da existência de vítimas mortais". Nesta altura, o 2º comandante operacional nacional, o Tenente Coronel Albino Tavares estava a liderar as operações no terreno. A estrada onde morreram parte das 64 vítimas só foi cortada "após a localização das vítimas mortais, por volta das 22:15 de dia 17 de Junho". Foi às 23:30 que foi comunicado ao secretário de Estado que existiam 19 vítimas (16 na estrada N 236-1 e 3 vítimas por inalação de fumos). 

Nas respostas, Costa explica também que segundo a GNR "até ao momento em que se verificaram as mortes, não foi comunicada àquela força de segurança qualquer decisão operacional relativa à necessidade de encerramento da N236-1, não tendo sido recebida qualquer informação que alertasse para uma situação de risco, potencial ou efectivo, em circular pela via em causa".

"A informação sobre a hora da morte de cada uma das vítimas mortais enquadra-se no âmbito do inquérito criminal em curso", avança. 

A líder do CDS, Assunção Cristas, pediu a demissão da ministra da Administração Interna e do ministro da Defesa, José Azeredo Lopes (neste caso por causa do roubo de material militar em Tancos), mas primeiro-ministro mantém a "confiança política" em Constança Urbano de Sousa.  


(Notícia actualizada às 18:22)




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comentários mais recentes
Anónimo 06.07.2017

Vejam a entrevista de hoje, 6jul2017, no final do Jornal da Noite, na TVI, com o Comandante dos Bombeiros de Leiria.
Sem papas na lingua, diz tudo o que se esteve na origem desta tragédia e quem são os responsáveis.

Pedra do Guilhim - Nazaré 06.07.2017

47 mortos é de menor relevância para o nosso 1º ministro.
Pronto, tá bem. . . . Até podiam morrer 1.000, desde que não fosse ele sua santidade. Tristeza de governantes da treta que nós temos. Ainda falavam do PPC. Estamos entregues aos bixhos. Xuxxas da treta.
Vão-se enxher de moscas seus meerdas.

Ops s s . . . 06.07.2017

Qs kumunas andam tão caladinhos, parecem RATOS . . .

Invicta 06.07.2017

O titulo da noticia nao reflecte o seu conteudo. Nao sei o que aprendem nas escolas de jornalismo, mas pelo que e visto, vao muito mal.

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