Zona Euro Costa evita divergências com UE na reforma do euro

Costa evita divergências com UE na reforma do euro

Com Centeno eleito para o Eurogrupo, o primeiro-ministro não quis detalhar no Parlamento quais as propostas da Comissão que não vê com bons olhos.
Costa evita divergências com UE na reforma do euro
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 06 de dezembro de 2017 às 18:45
O primeiro-ministro saudou a apresentação de propostas para o aprofundamento da União Económica e Monetária por parte da Comissão Europeia, mas afirmou que o Governo português não alinha com todas elas. No entanto, não quis dizer quais as ideias que não vê com bons olhos. O PSD insinua que a oposição do Executivo pode ser à criação do ministro europeu das Finanças.

"Não concordo com todas" as propostas, disse António Costa no Parlamento, tanto no debate quinzenal como no debate que se seguiu de preparação do Conselho Europeu a 14 e 15 de Dezembro."Há dois anos atrás este era um debate tabu", disse, acrescentando que, contudo, não pode "subscrevê-las todas", referindo-se às propostas da Comissão. 

"Algumas vão no bom sentido, outras no mau sentido e outras que precisam de ser melhoradas", explicou, mas não detalhou que propostas se encaixam no grupo das que quer melhorar e no conjunto daquelas com as quais não concorda, um aspecto sublinhado pelo deputado do PSD, Miguel Morgado, que pediu pormenores a Costa. "Será a criação do ministro europeu das Finanças?", perguntou o deputado social-democrata.

A pergunta surge por exclusão de partes face às ideias que Costa tinha apoiado minutos antes, mas ganha um peso renovado já que Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo esta segunda-feira e o modelo de um ministro europeu poderia ter interferências nesta função.

Na intervenção inicial que fez no debate preparatório do Conselho Europeu, Costa mostrou-se favorável com o facto de se poderem "financiar os investimentos necessários para evitar crises", com a criação do Fundo Monetário Europeu, com a "conclusão da União Bancária" e a criação da "garantia comum dos depósitos". Deve ainda ser "encontrada uma solução para o crédito malparado no conjunto" dos estados-membros, acrescentou.

Miguel Morgado rejeitou que as propostas da Comissão apresentadas esta quarta-feira sejam novas, lembrando que estas "reflectem o relatório dos cinco presidentes" de 2015 e que foi do anterior Governo, liderado por Passos Coelho, que partiu a proposta de criação do Fundo Monetário Europeu.



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