Economia Costa hoje com Lagarde em Davos no dia em que Portugal antecipa 800 milhões ao FMI

Costa hoje com Lagarde em Davos no dia em que Portugal antecipa 800 milhões ao FMI

O primeiro-ministro, António Costa, reúne-se hoje, de manhã, em Davos, na Suíça, com a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, no dia em que Portugal antecipa a esta instituição um pagamento de 800 milhões de euros.
Costa hoje com Lagarde em Davos no dia em que Portugal antecipa 800 milhões ao FMI
Reuters
Lusa 24 de janeiro de 2018 às 08:21

Esta será a segunda vez que António Costa se encontra com a francesa directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) no âmbito do Fórum Económico Mundial, repetindo assim a reunião que teve no ano passado.

 

No entanto, agora, de acordo com fonte oficial do executivo português, o encontro de hoje "apresenta o significado político-económico de coincidir com o pagamento da última tranche que Portugal suportará com juros elevados" pelo empréstimo contraído junto do FMI em 2011.

 

Na segunda-feira, em Bruxelas, o secretário de Estado das Finanças anunciou que Portugal efectuará o pagamento antecipado de 800 milhões de euros ao FMI, concluindo assim o reembolso da tranche mais cara do empréstimo desta instituição.

 

"Tive oportunidade de informar os meus colegas do Eurogrupo de que Portugal ia fazer o pagamento dos 800 milhões de euros do empréstimo do FMI que correspondem à parte final daquilo que era a autorização concedida, mas também daquilo que era o empréstimo em condições menos favoráveis", anunciou Ricardo Mourinho Félix, em declarações aos jornalistas após a primeira reunião do Eurogrupo presidida por Mário Centeno.

 

Hoje, em Davos, o primeiro-ministro será o principal orador de um almoço promovido pelo executivo de Lisboa e pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), numa iniciativa intitulada "Porquê Portugal e porquê agora".

 

Nesse almoço, além dos ministros da Economia e das Finanças, estarão presentes "dezenas de potenciais investidores estrangeiros" em Portugal, assim como editores e directores de alguns dos mais influentes órgãos de comunicação social internacionais.

 

"Nesta iniciativa, procuraremos passar a mensagem de que Portugal é uma boa aposta para se investir e fazer negócio agora", referiu fonte do executivo.

 

Ainda durante o dia de hoje, ao final da tarde, António Costa estará presente na qualidade de convidado no "Web Summit reception" - uma iniciativa promovida pelo co-fundador e presidente executivo deste evento, o irlandês Paddy Cosgrave.

 




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mais votado Anónimo Há 1 dia

Saiu-nos do bolso e custou balúrdios, tudo para subsidiar sobreemprego e sobrepagamento actual e futuro na banca de retalho e no sector público em sentido lato, respeitando a máxima criminosa que diz que funcionário público ou bancário em Portugal é inelegível para o RSI. Não apoiou ou apoiará a inovação, o investimento ou o empreendedorismo. Mais valia terem iniciado um fundo soberano com esse dinheiro. Teria sido num momento ideal. Um rol de oportunidades perdidas para Portugal e os portugueses no seu todo. Brincam com o dinheiro dos outros e o futuro do país de forma indecorosa. Cada vez mais longe da Noruega, Singapura ou Oceania.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 dia

Portugal é uma economia que se foca exageradamente no sindicalismo e esquece por completo a boa gestão de recursos humanos, que teria que estar associada a um mercado laboral flexível, a um mercado de capitais forte e dinâmico, e a um Estado Social equilibrado e eficaz. Por isso tem vivido de resgate em resgate, fundo europeu em fundo europeu e com polícias, bombeiros, hospitais e escolas mal equipadas, cheias de infraestruturas decrepitas e material obsoleto dignos de países do Terceiro Mundo ou de há 40 anos atrás. Temos assim um país cada vez mais selvagem e barato, no pior sentido dos termos.

Anónimo Há 1 dia

Há quem tenha taxas de juro da dívida pública ainda mais negativas, desde há muito mais tempo e para muitos mais prazos. São aquelas economias, que pela sua reduzida dimensão junto dos seus principais parceiros económicos e comerciais (ex: 17 milhões de almas em 2 Alentejos, Holanda, desenvolve e produz para os gigantes económicos e para as potências todas) ou pelo seu incipiente (e transitório) grau de internacionalização (ex: Tigres económicos low-cost do ex-Bloco de Leste/Comunista), dependem de credores externos, e não tanto de internos (os internos, se os há, recebem juros para investir dentro da própria economia doméstica), e onde os mercados de factores produtivos e de bens e serviços são, histórica e culturalmente, mercados amplamente liberalizados onde se pode despedir e desinvestir onde já não faz qualquer sentido, para criar logo de seguida mais valor orientado por e para as condições de mercado, que de outra forma não poderia ser criado porque não haveria recursos para tal.

General Ciresp Há 1 dia

Vamos esperar q o cheque q o gana(po)d.branca leva no bolso para entregar ao orgao maximo do fmi nao seja CARECA,nisto os portugueses batem o resto do mundo.

Anónimo Há 1 dia

Saiu-nos do bolso e custou balúrdios, tudo para subsidiar sobreemprego e sobrepagamento actual e futuro na banca de retalho e no sector público em sentido lato, respeitando a máxima criminosa que diz que funcionário público ou bancário em Portugal é inelegível para o RSI. Não apoiou ou apoiará a inovação, o investimento ou o empreendedorismo. Mais valia terem iniciado um fundo soberano com esse dinheiro. Teria sido num momento ideal. Um rol de oportunidades perdidas para Portugal e os portugueses no seu todo. Brincam com o dinheiro dos outros e o futuro do país de forma indecorosa. Cada vez mais longe da Noruega, Singapura ou Oceania.

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