Política Costa não vai pedir ao TC fiscalização da lei do financiamento dos partidos

Costa não vai pedir ao TC fiscalização da lei do financiamento dos partidos

O primeiro-ministro, António Costa, não vai pedir a fiscalização preventiva do diploma da Assembleia da República sobre as alterações à lei do financiamento dos partidos políticos, informou fonte do gabinete do chefe do Executivo. 
Costa não vai pedir ao TC fiscalização da lei do financiamento dos partidos
Lusa
Lusa 27 de dezembro de 2017 às 20:10

De acordo com a mesma fonte, o primeiro-ministro não tem motivos para suscitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade do diploma, que a Assembleia da República aprovou por larga maioria no dia 21 de Dezembro e que está para apreciação do Presidente da República.

O Presidente da República tinha hoje invocado um artigo da Constituição segundo o qual têm "o Primeiro-Ministro e um quinto dos deputados em funções, o direito de requerer a fiscalização preventiva da constitucionalidade do decreto".

 

Marcelo Rebelo de Sousa referiu numa nota colocada na página da Presidência da República que se trata "de uma Lei Orgânica, ou seja, de um diploma sobre o qual o Presidente da República não se pode pronunciar antes de decorridos oito dias após a sua recepção".

 

O chefe de Estado informou que recebeu os decretos aprovados no dia 21 pela Assembleia da República na passada sexta-feira, dia 22 de Dezembro, e que não se pode pronunciar antes de decorridos oito dias após a sua recepção.

 

O parlamento aprovou no dia 21 em votação final global, por via electrónica, alterações à lei do financiamento dos partidos, com a oposição do CDS-PP e do PAN, que discordam do fim do limite para a angariação de fundos.

 

Há mais de um ano que o presidente do Tribunal Constitucional solicitou ao parlamento uma alteração no modelo de fiscalização para introduzir uma instância de recurso das decisões tomadas.

 

Com as alterações agora introduzidas, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) passa a ser a responsável em primeira instância pela fiscalização das contas com a competência para aplicar as coimas e sanções.

 

Se os partidos discordarem, podem recorrer, com efeitos suspensivos, da decisão da ECFP, para o plenário do Tribunal Constitucional.

 

Contudo, além desta e outras alterações de processo, o PS, PSD, PCP, BE e PEV concordaram em mudar outras disposições relativas ao financiamento partidário, entre os quais o fim do limite para as verbas obtidas através de iniciativas de angariação de fundos e o alargamento do benefício da isenção do IVA a todas as actividades partidárias.

 

Até agora, os partidos podiam requerer a devolução do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), mas apenas para actividades directamente relacionadas com a propaganda.



(notícia actualizada às 20:25)




A sua opinião25
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado JARANES Há 2 semanas

ONDE ANDA A PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA
S.ra PGR fazer leis destas não é legislar isto é BURLA e, portanto, crime.
Você tem o dever de proceder criminalmente contra os partidos políticos e políticos que fizeram e aprovaram esta lei, com o claro intuito de obter financiamentos que a comunidade entende como ilícitos ( por ofenderem o sentimento comum da sociedade) e que está lei visa tornar lícitos.

comentários mais recentes
Bloco de esterco subiu a derrama para as empresas! Há 2 semanas

Ora, as esganiçadas na hora da verdade são como os outros! Tb querem chupar e ficar isentos de IVA, e carregar na derrama das empresas! Mortágua por esta atitude devia ser en rrabada sem dó nem piedade por 5 negrões abonados q lhe rebentassem o kagueiro e andasse 1 mês sem se poder sentar na AR!

SIMOESbenfica Há 2 semanas

ANTÓNIO COSTA, com esta afirmação, dá um tiro no seu próprio pé. A classe política tem uma imagem já tão negativa junto da população que podia e devia ter-nos poupado a mais esta afronta a quem trabalha. É uma vergonha, estes senhores deputados poderem legislar em causa própria, beneficiando-se com condições que mais nenhum cidadão ou Entidade tem acesso. Toda a população, já que PM assobia para o lado, espera que o Sr Presidente da República vete esta decisão, enxovalhando este gente nos argumentos a justificar o veto. É o mínimo, embora esta gente se esteja a borrifar para os enxovalhos...

Anónimo Há 2 semanas

Claro. Ou não fosse o PS o mais beneficiado com esta trafulhice.

Mr.Tuga Há 2 semanas

Esta gajo é um ESCARRO!

Este povão de MERD*A merece este politiqueiros de TRAMPA sem NIVEL! Nem na Venezuela!!!

ver mais comentários
pub