Economia Costa recusa que aspectos conjunturais tenham sido grande causa de incêndios

Costa recusa que aspectos conjunturais tenham sido grande causa de incêndios

"Quero sobretudo sublinhar que, mais do que problemas conjunturais, temos um problema estrutural". A afirmação é de António Costa quando questionado sobre o impacto de mudanças na estrutura da Protecção Civil.
Costa recusa que aspectos conjunturais tenham sido grande causa de incêndios
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 17 de outubro de 2017 às 12:31

Mudanças da estrutura da Protecção Civil antes da época de incêndios: um aspecto conjuntural.

 

Falhas na gestão da floresta: um aspecto estrutural.

 

O primeiro-ministro não tem dúvidas de que o verdadeiro problema causador das tragédias dos incêndios florestais tem uma causa estrutural. "Os relatórios são claros sobre essa matéria, mas quero sobretudo sublinhar que, mais do que problemas conjunturais, temos um problema estrutural". Não só, disse, na floresta como na prevenção de incêndios. 

 

Foi esta a resposta dada pelo líder do Executivo quando questionado se as mudanças na estrutura da Protecção Civil não abriram a porta a problemas de coordenação no combate aos fogos.

 

Em Coimbra, na visita a um hospital, António Costa diz que "os relatórios são claros sobre essa matéria", mas remeteu tudo para o próximo sábado, dia em que se realiza um conselho de ministros extraordinário para discutir políticas de protecção da floresta. 


"É um Conselho de Ministros onde iremos transformar em medidas o trabalho que foi feito pela comissão técnica independente designada pela Assembleia da República [para analisar as causas do incêndio de Pedrógão Grande, que causou 64 mortes], para reflectir sobre o nosso sistema. É o que podemos fazer", disse o primeiro-ministro. 

Segundo Costa, este é o momento de ajudar as "pessoas feridas e que perderam muito dos seus haveres". "O trabalho não acabou quando as chamas se apagaram", sublinhou. "Passada a fase das chamas é a fase da reconstrução".


Neste momento, contabilizam-se já 37 vítimas mortais dos incêndios de domingo, 15 de Outubro, havendo ainda 71 feridos, segundo dados transmitidos pela Protecção Civil.  

(Notícia actualizada às 12:53 com mais informações)




A sua opinião23
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 4 dias

Sim senhor, têm toda a razão. Problemas conjunturais e estruturais que não resolve. Sou lesado dos incêndios, porque sou vizinho da floresta do Estado, completamente suja e abandonada. O fogo de Domingo que varreu toda a floresta de Quiaios (Figueira da Foz) a Vagos (Aveiro), não teria tido as proporções que teve se os seus terrenos estivessem devidamente limpos. Para além de maus governantes, são também maus vizinhos. Quem paga os prejuízos? Claro que é sempre o mesmo desgraçado.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 dias

É resultado de Portugal ter atingido o nível mais baixo de investimento público em percentagem do PIB desde 1960, numa altura em que tão grandes transformações nas sociedades, assentes no capital com elevada incorporação de tecnologia que poupa grandemente em factor trabalho elevando a produtividade, a competitividade, a eficiência e a economia de produtos, tarefas e processos, se está a dar em toda a parte. A assinatura de mais este triste descalabro, claro está, é a do PS e da sua geringonça das esquerdas unidas.

Anónimo Há 4 dias

O excedentarismo e sobrepagamento eleitoralistas, podem ser, para além de manifestamente íniquos e insustentáveis como já se sabia, assassinos. Quem os defende pactua com os criminosos.

Anónimo Há 4 dias

Sim senhor, têm toda a razão. Problemas conjunturais e estruturais que não resolve. Sou lesado dos incêndios, porque sou vizinho da floresta do Estado, completamente suja e abandonada. O fogo de Domingo que varreu toda a floresta de Quiaios (Figueira da Foz) a Vagos (Aveiro), não teria tido as proporções que teve se os seus terrenos estivessem devidamente limpos. Para além de maus governantes, são também maus vizinhos. Quem paga os prejuízos? Claro que é sempre o mesmo desgraçado.

Anónimo Há 4 dias

Será que o amigo do Costa, ou seja o Marcelo, vai dizer que " são boas notícias " ...? Gostei foi da "outra" a chorar-se por não ter ido de férias ! Estamos bem entregues, estamos !

ver mais comentários
pub