Economia Costa rejeita afronta a Marcelo e insiste nas alterações à lei de financiamento dos partidos

Costa rejeita afronta a Marcelo e insiste nas alterações à lei de financiamento dos partidos

O secretário-geral do PS rejeitou este sábado que os socialistas afrontem o Presidente da República e o PSD ao insistirem nas alterações à lei de financiamento dos partidos, alegando que as críticas incidiram sobre a falta de debate.
Costa rejeita afronta a Marcelo e insiste nas alterações à lei de financiamento dos partidos
Lusa
Negócios com Lusa 13 de janeiro de 2018 às 13:09

António Costa rejeitou que os socialistas afrontem o Presidente da República e o PSD ao insistirem nas alterações à lei de financiamento dos partidos, alegando que as críticas incidiram sobre a falta de debate.

 

Esta posição foi assumida por António Costa em declarações aos jornalistas, este sábado, antes de começar a reunião da Comissão Nacional do PS, depois de interrogado sobre as razões que levam os socialistas a insistirem num diploma alvo de veto político por parte do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

"Não se trata de afrontar o Presidente da República, que foi aliás muito explícito na sua mensagem, não pondo nenhuma reserva de fundo quanto à lei" e "dizendo simplesmente que deveria ter sido objecto de um debate mais alargado", alegou o primeiro-ministro.

 

Para ultrapassar o impasse em torno da questão do financiamento dos partidos, António Costa defendeu que deve haver um debate alargado sobre a questão do financiamento dos partidos, com "maior atenção de todos a esse mesmo debate".

 

"Acho que isso permitirá a vantagem de eliminar muitos dos fantasmas que acompanharam esta ou aquela disposição da lei. Esse debate permitirá perceber-se que [a nova lei] não terá qualquer interferência sobre processos de impugnação fiscal relativos ao IVA que estão em tribunal e que não aumenta o dinheiro público ou privado a favor dos partidos", sustentou o secretário-geral do PS.

 

Questionado se a insistência na actual redacção da lei vetada pelo Presidente da República não representará também uma afronta ao PSD por parte dos socialistas, partido que hoje elege um novo líder, Costa voltou a rejeitar essa perspectiva.

 

"Não é uma afronta a ninguém, sendo antes uma questão de coerência. Não acredito que algum partido tenha votado aquele diploma sem saber o que estava a votar", respondeu.

 

Ainda sobre esta controvérsia, o líder socialista alegou que não viu "nenhuma reserva de fundo ao diploma aprovado, mas sim críticas sobre o modo como o processo tinha decorrido" na Assembleia da República.

 

"Permitindo-se novo debate, não há qualquer razão para alterar o diploma", acrescentou.




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comentários mais recentes
Querem salvar o Sócrates e os milhões q gamou! 13.01.2018

O PS esbraceja, esbraceja para ver se consegue ir buscar o dinheiro para o partido! É o partido q mais deve! Não olham a meios para atingir os fins! Catarina Mendes devia era ser afastada, pq não merece nada. Quem confia na justiça do PS? Ninguém! Agora querem afastar a Joana Marques Vidal, porquê!?

O PS anda a enfiar todos na manjedoura do Estado! 13.01.2018

Não é uma afronta ao Presidente Marcelo, mas é uma afronta aos PORTUGUESES.
Os três da vida airada (Catarina Mendes, Costa e Carlos César) a defecar cocó ranheta e facada!

Ainda estou para perceber para que serviu a revolução dos cravos

O Costa facadas anda numa dobadoura a enganar! 13.01.2018

Ó usurpador e traidor, vai-te enfartar de chamuças... Queres resolver na secretaria os calotes do PS??? Dá-lhes Marcelo...Dá-lhes forte, que há gatuno escondido na mata!!!

Anónimo 13.01.2018

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 despedimentos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

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