Política Costa: Resultados são "positivos" porque Governo fez o "contrário" do anterior

Costa: Resultados são "positivos" porque Governo fez o "contrário" do anterior

O secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje que os "resultados positivos" do país estão a acontecer, porque as políticas do actual Governo são "o contrário" do que fez o anterior executivo.
Costa: Resultados são "positivos" porque Governo fez o "contrário" do anterior
Lusa 03 de junho de 2017 às 17:06

"Nós não só não fizemos o que eles estavam a fazer, como fizemos mesmo o contrário do que eles estavam a fazer. Foi precisamente por termos feito diferente e melhor que temos melhores resultados do que aqueles que eles tiveram nos quatro de governação", afirmou o primeiro-ministro socialista.

 

Discursando em Amarante, onde hoje participou num almoço de apresentação da advogada Octávia Clemente como candidata do PS à Câmara Municipal, António Costa defendeu que os resultados da atual governação socialista "têm deixado a oposição algo desorientada e esgotada naquilo que tem a dizer aos portugueses".

 

"Andaram um ano inteiro a dizer que, tendo mudado a política que eles estavam a seguir, revertendo medidas gravosas que eles tinham adotado, nós iríamos conduzir o país para uma tragédia e nem do diabo nos havíamos de livrar. Passado ano e meio, não só o diabo não veio, como o procedimento de défice excessivo está de partida, o crescimento apareceu, o desemprego está a baixar e os resultados estão positivos", destacou.

 

Costa prosseguiu: "Por isso, depois do discurso do diabo ter falhado, têm [oposição] agora que encontrar um novo discurso. Agora lembraram-se de dizer: de facto, o diabo não veio, mas a razão por que não veio foi porque eles, afinal, continuaram a fazer aquilo que nós estávamos a fazer".

 

Para o secretário-geral do PS, o comportamento da oposição "dá vontade de rir".

 

"Todos nos lembramos do que é que eles estavam a fazer, o que é que eles queriam fazer e do que nós fizemos. E é muito simples. Onde eles cortaram pensões e salários, nós repusemos pensões e repusemos salários. Onde eles aumentavam impostos, nós baixámos os impostos", disse, enunciando depois um conjunto de medidas do atual Governo, que, segundo Costa, reverteram as políticas do anterior executivo.

 

Sempre muito aplaudido pelas centenas de militantes e simpatizantes que enchiam a sala onde se realizou a apresentação, o líder socialista destacou, a seguir, outra área de atuação que diferencia os dois governos.

 

"Também fizemos diferente no que diz respeito ao investimento. Quando nós chegámos ao Governo, já havia dois anos de fundo comunitários. E eles tinham os fundos comunitários fechados na gaveta, sem que chegassem às câmaras e, sobretudo, sem que chegassem às empresas. No dia em que nós tomámos posse, havia quatro milhões de euros de apoio às empresas para investir", referiu.

 

António Costa prosseguiu dizendo que o Governo definiu uma meta de, nos primeiros cem dias, aumentar esse apoio para as empresas investirem cem milhões e que o executivo chegou ao fim do ano com 600 milhões.

 

"Este ano vamos apoiar as empresas em mil milhões de euros, para que possam investir, possam criar riqueza e possam ajudar a criar mais e melhor emprego", afirmou.

 

O líder socialista defendeu, também, que "as famílias, hoje, têm mais rendimento, porque não vivem com o medo de, no dia a seguir, voltarem a ter o corte dos rendimentos, porque as empresas têm hoje mais apoios para poderem investir e não têm medo de virem a sofrer novos aumentos de impostos".

 

O secretário-geral socialista defendeu ainda que a redução do défice está a acontecer, "porque a economia está a crescer mais".

 

"Ao contrário do que eles [oposição] pensavam, não é cortando nas pensões e aumentando os impostos que se controla o défice, é devolvendo confiança às famílias e às empresas que nós temos melhor economia e melhores finanças públicas", concluiu.

 


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mais votado IS Há 3 semanas

Fraco, ineficaz e previsível argumento do Dr António Costa que não convence.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

O problema é que a cada mês que passa desde a mudança do governo o gás vai-se extinguindo até não restar mais nada... E uma vez chegados a esse ponto nem a favorável conjuntura económica mundial vai valer à economia portuguesa tomada de assalto pelas políticas da esquerda lusitana em claro contra-ciclo com as políticas implementadas pelos governos de todo o mundo mais desenvolvido.

Anónimo Há 3 semanas

As políticas do governo PS preparam-se para secar tudo isso que foi sábia e oportunamente fomentado pelo governo do PSD/CDS e estava de acordo com as sugestões e orientações técnicas veiculadas pelo FMI, a União Europeia e a própria OCDE perante as grandes transformações e desafios que se vivem na economia e na sociedade contemporâneas.

Mr.Tuga Há 3 semanas

Um IGNOBIL com muitissima SORTE....

IS Há 3 semanas

Patético e ridículo é quem no campo nome escreve"Serão os seus que lhe apontarão a porta pequena" e não pretende ter responsabilidade pelo que escreve no espaço de comentários . Há limites para a estupidez!

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