Política Costa usa "retrovisor" de Cristas para indicar "estrada para andar" a Jerónimo

Costa usa "retrovisor" de Cristas para indicar "estrada para andar" a Jerónimo

O chefe de Governo usou hoje um espelho retrovisor oferecido pela líder do CDS-PP para mostrar que ainda há "estrada para continuar a andar" em conjunto com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
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Lusa 20 de dezembro de 2017 às 17:55

No último debate parlamentar quinzenal do ano com o primeiro-ministro, o líder comunista afirmara que "nenhum balanço que se possa fazer deste ano, prestes a terminar, pode omitir o drama dos incêndios, suas vítimas, os que perderam os seus bens, explorações agrícolas e empresas", embora reconhecendo "avanços significativos no plano social, na reposição de rendimentos e direitos" e "novos avanços para 2018 correspondentes a mais justiça social".

 

"Ninguém pode ignorar os aspectos dramáticos e trágicos deste ano, mas também tem de se ver o que aconteceu para além dessa tragédia. Aquilo que incomoda a direita é que, quando olhamos para o retrovisor que a doutora Cristas agora me deu, vejo amanhã 580 euros de salário mínimo nacional e 505 euros quando a doutora Cristas e o doutor Passos Coelho estavam no Governo", exemplificou António Costa.

 

Continuando a comparação da governação, o primeiro-ministro citou a taxa desemprego - que diminuiu de 12,6% para 8,5% -, e "todo o segundo semestre de 2015 com a economia a arrefecer" face ao aceleramento verificado desde 2016, culminando este ano com "o maior crescimento económico do século".

 

"Nestes dois anos, temos vindo a fazer uma caminhada no bom sentido, do progresso. O caminho não está acabado e há mais estrada para continuar a andar e enquanto houver temos de continuar a andar", defendeu António Costa, adaptando um verso de uma canção de Jorge Palma, em jeito de desafio a um dos partidos com os quais o PS assinou uma posição conjunta em Novembro de 2015.

 

A presidente democrata-cristã, Assunção Cristas, que ofereceu vários "presentes" retóricos ao primeiro-ministro no ano passado, trouxe desta feita o referido espelho uma vez que António Costa lhe prometera aquela oferta como resposta, mas não o chegou a fazer, um ano depois.

 




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