Orçamento do Estado Costa: "Não vale a pena sermos tão ansiosos" com proposta de Orçamento

Costa: "Não vale a pena sermos tão ansiosos" com proposta de Orçamento

Na China, o primeiro-ministro voltou a não querer avançar pormenores sobre a proposta orçamental que hoje motivou um encontro extraordinário do Executivo, dizendo que "daqui a dois dias saberemos respostas para isso tudo".
Costa: "Não vale a pena sermos tão ansiosos" com proposta de Orçamento
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 11 de outubro de 2016 às 16:25
O primeiro-ministro recusou-se hoje a comentar matérias relacionadas com conteúdos específicos da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2017, alegando que será conhecida dentro de dias e que não vale a pena tanta ansiedade.

António Costa falava aos jornalistas no final de uma recepção à comunidade portuguesa em Macau, no Consulado de Portugal, durante o quarto dos seus cinco dias de visita oficial à China.

Os jornalistas pediram ao líder do executivo para esclarecer se a sobretaxa de IRS vai acabar na totalidade a 1 de Janeiro próximo ou se a sua eliminação será gradual, e também se já chegou a acordo com PCP e Bloco de Esquerda sobre o valor do aumento das pensões no próximo ano.

"Daqui a dois dias saberemos respostas para isso tudo", respondeu o primeiro-ministro.

Perante a insistência dos jornalistas em questões sobre matéria orçamental, António Costa disse ainda: "Vamos lá ver o seguinte, há uma semana já disse que faltava uma semana para fecharmos o Orçamento, hoje faltam dois dias e não vale a pena sermos tão ansiosos".

"Concentremo-nos no trabalho que estamos a fazer com esta visita à República Popular da China, que hoje teve uma etapa muito importante em Macau e que na terça-feira prosseguirá em Shenzhen, onde visitaremos um importante centro tecnológico, a Huawei, e assistiremos à assinatura de mais um acordo com a PT, potenciando a capacidade tecnológica de Portugal", afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de esta multinacional chinesa de telecomunicações instalar em Portugal um centro tecnológico, António Costa respondeu que isso se saberá na quarta-feira em Shenzhen.

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mais votado Anónimo 11.10.2016


A MALTA DA FP & CGA QUER PÔR O PAÍS NA BANCARROTA... OUTRA VEZ.

PARA A ESQUERDA, os trabalhadores do privado servem apenas para pagar cada vez mais impostos, para sustentar as benesses e os privilégios da FP e da CGA.

Os salários dos trabalhadores do privado desceram imenso nos últimos anos... enquanto no público vão igualar o seu máximo de sempre, já este mês de outubro.

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JCG 11.10.2016

Um imposto sobre o património, cego, parece-me uma ideia estúpida. Poderá ser razoável só em duas circunstâncias: numa situação de catástrofe nacional em que o Estado “apela” aos que mais têm para dar alguma coisa aos que ficaram sem nada, por dever de solidariedade nacional; ou origem ou fundamento duvidoso na constituição e acumulação desse património, mas neste caso a questão nem deve ser abordada pela via de um imposto sobre o património, antes deve ser pela via judicial e eventual arresto desse património.
Outra coisa bem diferente será a tributação acrescida de consumos de luxo e sumptuosos. Aí acho bem que se carregue na tributação. E há várias razões para o justificar. Desde logo, porque associado a consumos de luxo está o desperdício. E ao desperdício pode-se associar a pressão sobre o planeta que está até a pôr em causa a continuação da vida na terra. Creio que se pode defender que se um indívíduo/ família desperdiça recursos em consumos de luxo, sumptuosos e excessivos, além de revelar uma atitude irresponsável perante a sociedade, é porque eventualmente não obteve esses recursos através do trabalho honesto, provavelmente apropriou-se de forma desproporcionada do esforço de terceiros, e então que devolva parte desses recursos para compensar parcialmente quem foi espoliado.
Mas um indivíduo pode ter um património milionário e todavia ter um nível de consumo próprio e familiar semelhante a qualquer cidadão médio. Não é por ter milhões que um indivíduo ou todos os indivíduos que têm milhões passam a almoçar pepitas de ouro com puré de diamantes 20 vezes ao dia. Ou que possuem armazéns com dezenas de carros topo de gama para mudar de carro diariamente como quem muda de cuecas.
A questão crucial está na utilização que o indivíduo dá ao seu património. Por exemplo, um indivíduo que tem uma propriedade rústica de milhares de hectares no Alentejo pode utilizar e gerir esse recurso na perspetiva da maximização da sua capacidade produtiva, promovendo produção, empregos e rendimentos e reinvestindo lucros valorizando esse património, que esse indivíduo não levará consigo para a tumba quando morrer, ou, ao invés, pode adoptar uma atitude predatória, de mero usufruto e desperdício (por exemplo para fazer umas caçadas com os amigos uma vez ou outra), gerindo essa propriedade com o menor profissionalismo e investimento possíveis, evitando incómodos e cuidados e limitando-se a extrair o que puder, incluindo uns fundos comunitários, com o menor esforço posssível para seu exclusivo usufruto.
Ou, por exemplo, o caso de alguém que tem 10 apartamentos de 100 mil euros cada, o que dá um milhão, vivendo num desses apartamentos e tendo os restantes 9 arrendados, recebendo rendas, pagando o respetivo imposto sobre o rendimento e proporcionando habitação a mais 9 famílias, que pelos vistos será abrangido pelo tal novo imposto, comparativamente ao caso de uma família normal de 4 ou 5 pessoas, que tem uma moradia de 999 mil euros, com uma dúzia de quartos e em geral com instalações que excedem as suas necessidades, consumindo e desperdiçando recursos, que, pelos vistas, não será tocada por esse novo imposto. Bom, é evidente que nas cabecinhas desses crânios, de Mortáguas e companhia, paira uma enorme confusão e há uma notória imaturidade nessa gente para terem a liberdade e a possibilidade de estarem a bolsar sentenças sobre a vida de terceiros. A governação de um país não devia ser um espaço de recreio para garotos a brincar aos governantes.

ANSIOSO 11.10.2016

Eu estou ansioso. Estou farto de pagar impostos, enquanto que outros não pagam um chavo. Este ano, a venda de carros da Jaguar aumentou, PARA JÁ, 500% em relação a 2015. Seria bom que estes tipos fossem investigados, a fim de saber se pagam o correto em termos de impostos.

Anónimo 11.10.2016

os chinocas devem estar com os olhos em bico, devem quase de certeza pensar que portugal fica em áfrica...com um monhé negro retornado de moçambique golpista, não será para menos, até eu estranharia, ver semelhante figura à frente dos destinos do país

Anónimo 11.10.2016

A Mortágua já disse que quer o salário dela e dos camaradas upa, upa 3%. E é já em Janeiro! Portanto atenção camarada Costa que a palavra de ordem é 3% para cá, cá, cá, rá, cá, cá...

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