Orçamento do Estado Costa prefere olhar para o emprego em vez da economia

Costa prefere olhar para o emprego em vez da economia

No debate quinzenal, Passos acusou Costa de viver em ficção e diz que o país não pode "levar a sério" este primeiro-ministro. Costa desdramatizou crescimento económico mais baixo e centra as atenções na descida da taxa de desemprego.
Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado Debate quinzenal em dia de apresentação do Orçamento do Estado
Marta Moitinho Oliveira 14 de Outubro de 2016 às 11:12
O primeiro-ministro, António Costa, destacou esta sexta-feira a evolução do mercado de trabalho e desdramatizou o facto de a economia crescer menos do que o previsto pelo Executivo. No dia em que o Governo entrega o Orçamento do Estado para 2017, onde revê em baixa as previsões de crescimento do PIB para 2016 e 2017, o líder da oposição, Pedro Passos Coelho, acusou Costa de viver uma "ficção" e defendeu que "o país não pode levar a sério nem um primeiro-ministro nem um Governo que falseia a realidade". 

O debate quinzenal que decorre no Parlamento arrancou com uma troca de acusações entre Costa e Passos, com o líder do PSD a perguntar ao Governo por que motivo a economia vai crescer menos do que o previsto. O chefe do Executivo argumenta com a revisão em baixa das projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para explicar uma subida do PIB de 1,2% este ano, em vez dos 1,8% previstos inicialmente pelo Executivo.

Costa acrescenta que o investimento empresarial no primeiro semestre está a crescer 7,7%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), mas desdramatiza a revisão em baixa do crescimento económico para o conjunto do ano, e que deverá fazer parte do cenário macroeconómico do Orçamento do Estado aprovado quinta-feira, 13 de Outubro.

"Apesar do crescimento ser menor estamos a cumprir o principal objectivo de política económica que, relembro, era emprego, emprego, emprego", afirmou o primeiro-ministro. No cenário macroeconómico incluído no Orçamento do Estado, o Governo vai rever em baixa a previsão de taxa de desemprego para este ano e o próximo (quando deverá chegar a 10,4%) em relação aos valores projectados em Abril, quando o Governo apresentou o Programa de Estabilidade.  

Na resposta, Passos Coelho acusou o primeiro-ministro de não responder à questão, ou porque "não sabe" ou porque "não quer". O presidente do PSD acrescenta que o argumento da conjuntura externa não colhe e dá o exemplo de Espanha que está a crescer mais do que no ano passado, com a mesma conjuntura externa. Além disso, Passos contrapõe que o desemprego "não é um indicador avançado da economia", mas antes "um eco do passado".

Passos ainda lembrou que as taxas de juro da dívida a 10 anos estão mais altas em Portugal do que em Espanha, o que Costa justificou com a falta de estabilidade do sistema financeiro herdado do Governo anterior.

"Não vale a pena queixar-se muito da herança porque foi o senhor que a quis agarrar. Quando quiser comparar a situação da banca tenho muito prazer em fazer esse debate", disse Passos.




A sua opinião34
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Isabel Barbosa Há 3 semanas

Sem economia não há emprego.

comentários mais recentes
Antonio Sousa Há 3 semanas

https://m.facebook.com/mariogoncalvesoficial/photos/a.133488527012369.1073741828.133451870349368/317229665304920/?type=3&source=48

Luis Baptista Há 3 semanas

Que grande burro. A economia é que cria empregos.

Jorge Santos Há 3 semanas

O banhadas no seu melhor.

João Cerqueira Há 3 semanas

E quem vai criar emprego? Vamos todos trabalhar para o Estado?

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub