Américas Crescimento da economia brasileira abranda no segundo trimestre

Crescimento da economia brasileira abranda no segundo trimestre

A economia do Brasil cresceu pelo segundo trimestre consecutivo, pondo um fim à recessão. No entanto, alguns analistas alertam que é cedo para dizer que o país saiu da crise.
Crescimento da economia brasileira abranda no segundo trimestre
Reuters
Rita Faria 01 de setembro de 2017 às 14:02

A economia brasileira voltou a crescer no segundo trimestre deste ano, mas a um ritmo inferior aos primeiros três meses do ano.

 

Segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 1 de Setembro, pela agência nacional de estatística, o PIB do Brasil subiu 0,2% entre Abril e Junho, depois do crescimento de 1% verificado no trimestre anterior.

 

Apesar de pouco expressiva, a subida do PIB ficou acima do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para uma estagnação.

 

A contribuir para a evolução positiva esteve o consumo das famílias que, após nove trimestres consecutivos de quedas, cresceu 1,4%. Os gastos do Governo recuaram 0,9% e a formação bruta de capital fixo caiu 0,7% na comparação com o período entre Janeiro e Março.

Há mais de dois anos sem crescimento, o sector dos serviços - que responde por mais de 60% do PIB, pelo lado da oferta - avançou 0,6% em relação ao primeiro trimestre, enquanto a indústria caiu 0,5%.

A economia do Brasil cresceu pelo segundo trimestre consecutivo, o que significa, tecnicamente, que saiu da recessão.

Ainda assim, alguns analistas dizem que é cedo para cantar vitória, e que o fraco crescimento do trimestre não é suficiente para dizer que o Brasil saiu da crise.

À BBC Brasil, Paulo Picchetti, membro do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da FGV, explica que o crescimento entre Abril e Junho "não marca necessariamente a saída definitiva do Brasil da crise".

"Enquanto a alta forte do primeiro trimestre foi bastante concentrada na agropecuária, o crescimento do segundo foi muito próximo de zero - tanto que as estimativas de consultorias e instituições financeiras estavam relativamente dispersas, ressalta o economista, com projecções positivas e negativas", acrescenta.

A identificação do início da crise, explica o responsável, também não seguiu a regra geral de dois trimestres consecutivos de queda do produto. Segundo o Codace, a recessão começou no segundo trimestre de 2014, intervalo localizado entre dois períodos de crescimento do PIB - de 0,5% nos primeiros três meses do ano e de 0,3% no terceiro trimestre. 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
PORCO, O MEU CÃO TEM DIGNIDADE DO QUE TU 01.09.2017

CORRUPTO, CRIMINOSO DE COLARINHO BRANCO SEM CARÁCTER.

pertinaz 01.09.2017

TAL COMO EM PORTUGAL... CONSUMO INTERNO NÃO LEVA A NADA...!!!