Conjuntura Crescimento da economia em Maio foi o maior em 17 anos

Crescimento da economia em Maio foi o maior em 17 anos

O indicador do Banco de Portugal aponta para que a economia portuguesa tenha acelerado o crescimento em Maio face ao registado no primeiro trimestre, que já tinha sido o mais forte em 10 anos.
Crescimento da economia em Maio foi o maior em 17 anos
Paulo Duarte/Negócios
Nuno Carregueiro 16 de junho de 2017 às 12:48

Os dados revelados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal mostram que o crescimento da actividade económica em Portugal, durante o mês de Maio, foi o mais forte desde Outubro de 2000.

 

O indicador coincidente do banco central, para medir a actividade económica, aumentou 3% no mês de Maio. É preciso recuar a Outubro de 2000 para encontrar uma taxa de crescimento semelhante, sendo que desde esse mês que este indicador nunca tinha crescido 3%.  

 

Os dados do Banco de Portugal apontam assim para que a economia portuguesa tenha acelerado o crescimento face ao primeiro trimestre, período que já tinha sido o mais forte em 10 anos com o PIB a expandir-se 2,8% face ao período homólogo.

 

Em Abril, primeiro mês do segundo trimestre, o indicador do Banco de Portugal tinha crescido 2,6% (maior aumento em 10 anos), tendo em Maio reforçado a tendência com um aumento de 3%.

 

O indicador tem vindo a acelerar o crescimento nos últimos meses, passando de uma evolução positiva de 1,4% em Janeiro para 1,7% em Fevereiro e para 2,1% em Março.  

 

O ministro das Finanças, Mário Centeno, revelou recentemente que tem a expectativa que o crescimento do PIB no segundo trimestre supere os 3%.

 

As previsões têm apontado para uma economia mais forte na primeira metade do ano, que irá perdendo progressivamente ímpeto no segundo semestre. Ainda assim, todos esperam um crescimento mais forte do que em 2016, quando o PIB avançou 1,4%, sendo que as novas estimativas apontam para que a economia portuguesa possa crescer bem acima de 2% este ano. O Barclays foi o último a rever em alta as suas projecções, apontando para um crescimento do PIB de 2,9% este ano.

 

O indicador coincidente para o consumo privado, também divulgado hoje pelo Banco de Portugal, registou em Maio um crescimento de 2,7%, igual ao verificado em Abril e o ritmo mais elevado desde Maio de 2010.


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mais votado Anónimo Há 1 semana

HABEMUS PAPAM.

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Anónimo Há 1 semana

Uma economia pode apresentar um crescimento anual fantabulástico, mas se cria pouco ou nenhum valor, ou extrai mais valor do que aquele que consegue legitimamente capturar no mercado global, e estes têm sido os paradigmas económicos de Portugal ao longo da sua história económica, isso não é sustentável e as crises mais ruinosas terão sempre margem para despontar a qualquer momento quando os diversos desequilíbrios atingem um ponto de não retorno.

Anónimo Há 1 semana

Depois das falências de municípios, algumas empresas industriais e instituições financeiras de renome nos Estados Unidos da América, a que se juntaram alguns resgates governamentais, motivadas pelo excedentarismo e a sobrecapacidade que eram o reflexo da excessiva rigidez atingida nos mercados de factores produtivos ligados a estes sectores, negócios e cidades nos Estados Unidos da América aprenderam a fazer mais com menos factor trabalho alocado. Este processo ainda não terminou. Continua a passo acelerado. Em Portugal e Grécia, pelo contrário, ainda nem começou. O excessivo peso do turismo e da administração pública nessas economias, a par dos baixos níveis de transparência, não ajudarão certamente. Mas algo terá que ser feito nesse sentido. O sentido do progresso que conduz à equidade, sustentabilidade e prosperidade. “Businesses and cities have learned to make do with fewer people.” https://blogs.wsj.com/economics/2013/10/23/u-s-cities-still-reeling-from-great-recession/

Anónimo Há 1 semana

As cidades dos EUA que faliram concederam aos sindicatos de várias classes profissionais do município o equivalente ao que as regras laborais no país da constituição do PREC oferece como direito adquirido a toda e gente. Por isso acabaram por falir como só os tolinhos sabem fazer e defendem. Mas depois, e há sempre um antes e um depois, cortaram forte nos privilégios irrealistas que antes tinham tido a audácia de má memória de conceder. Da polícia aos bombeiros passando pelos serviços administrativos da câmara municipal, ninguém ficou sem corte de salário, bónus e pensões de reforma e os despedimentos também andaram na ordem do dia que os colaboradores eram mais do que aquilo que a procura e a tecnologia existente podiam justificar. Outras cidades, antes mesmo de falirem, perderam a tolice e começaram a ganhar juizinho seguindo o exemplo da reestruturação de Detroit ou Vallejo (cortes nas generosas pensões e nos efectivos em excesso). E é por isso que a coisa ficou resolvida por ali.

Anónimo Há 1 semana

Olhem que em Detroit, Vallejo e outros municípios dos EUA a falência originou cortes nas pensões de reforma e despedimentos de excedentários... Em Porto Rico vai pelo mesmo caminho. Grécia e Portugal são os senhores (drs) que se seguem. A verdade vem sempre ao de cima. Não vale a pena tentar tapar o sol com uma peneira. Resta saber por mais quanto tempo os agentes económicos sérios, honrados e inocentes irão continuar a ser extorquidos e pilhados pela casta dos prevaricadores.

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