Emprego Crescimento dos custos laborais em Portugal mantém-se acima da média da UE

Crescimento dos custos laborais em Portugal mantém-se acima da média da UE

A taxa de empregos disponíveis foi, por outro lado, uma das mais baixas entre os países do bloco regional, no segundo trimestre deste ano.
Crescimento dos custos laborais em Portugal mantém-se acima da média da UE
Paulo Duarte
Rita Faria 15 de setembro de 2017 às 11:13

Os custos horários do trabalho em Portugal registaram um crescimento superior à média dos parceiros europeus, no segundo trimestre deste ano, enquanto a taxa de empregos disponíveis continua a ser uma das mais baixas do bloco regional.

Segundo os dados revelados esta sexta-feira, 15 de Setembro, pelo Eurostat, os custos laborais em Portugal subiram 2,9% entre Abril e Junho, face ao mesmo trimestre do ano passado.

Este aumento foi superior à média dos países do euro (1,8%) e da União Europeia (2,2%), tendo representado, porém, um abrandamento face à subida dos primeiros três meses do ano (3,4%).

Os custos horários do trabalho têm duas grandes componentes: salários e custos não correspondentes a salários. Na Zona Euro, a componente dos salários cresceu 2% enquanto na União Europeia o aumento foi de 2,4%. Já os custos não relacionados com ordenados aumentaram 0,8% na região da moeda única e 1,6% na UE.

Entre os membros do bloco regional, as maiores subidas foram registadas na Roménia (18,6%), Hungria (13%), República Checa (11,1%), Bulgária (11%) e Lituânia (10,4%). A única descida verificou-se na Finlândia (-0,3%).

Portugal é o quinto país da UE com a mais baixa taxa de empregos disponíveis

A taxa de empregos disponíveis em Portugal manteve-se em 0,9% no segundo trimestre, o mesmo valor verificado nos primeiros três meses do ano. Esta foi a quinta taxa mais baixa entre os países da UE para os quais existem dados disponíveis, à frente apenas de Grécia (0,7%), Bulgária (0,8%), Espanha (0,8%) e Chipre (0,8%).

Os dados do Eurostat mostram que a taxa de vagas de emprego manteve-se em 1,9% na Zona Euro – estável em comparação com os três meses anteriores, e acima dos 1,7% do segundo trimestre de 2016. Na União Europeia, subiu de 1,9% no primeiro trimestre para 2% no segundo.

As taxas mais elevadas foram registadas na República Checa (3,6%), Bélgica (3,3%), Alemanha (2,7%), Holanda, Áustria e Reino Unido (2,6%). 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Drop a Bomb on Davos e outra no Clube Bilderberg 15.09.2017

Esta noticia é economicamente e intelectualmente desonesta e ainda gera comentários!? com que então uma percentagem de aumento de custos é feita de igual para bases diferentes.

Não percam tempo a pensar, continuem a mandar postais da PAF.