Angola Crise em Angola chega à Escola Portuguesa em Luanda

Crise em Angola chega à Escola Portuguesa em Luanda

A Escola Portuguesa de Luanda perdeu quase 200 alunos este ano lectivo. A situação económica e financeira de Angola está na origem desta diminuição do número de estudantes.
Crise em Angola chega à Escola Portuguesa em Luanda
Lusa 10 de Outubro de 2016 às 11:19

Pouco mais de 2.000 alunos, nos vários níveis de ensino, regressaram às aulas na Escola Portuguesa de Luanda em Setembro, mas a crise em Angola tirou neste ano lectivo quase 200 estudantes à instituição face ao anterior.

 

Quem o afirma é direcção da Cooperativa Portuguesa de Ensino em Angola, que gere a escola, no âmbito do contrato com os governos de Portugal e de Angola, e que completou a 5 de Outubro 30 anos de ensino português na capital angolana.

 

"Houve uma ligeira quebra de alunos, muitos pedidos de transferências [para outras escolas, públicas], dada a situação económica e financeira do país. E sobretudo com as dificuldades em fazer transferências, dos portugueses que trabalham cá", admitiu, em declarações à Lusa, Helena Melo, presidente do conselho pedagógico da escola.

 

"Mas, para além disso, também era nosso objectivo diminuir um pouco o número de alunos e conformá-lo às instalações que temos", acrescentou a responsável.

 

A escola estima agora um máximo de 24 estudantes por cada turma. "Quanto mais baixo o ciclo de ensino, maior o número de alunos", reconhece.

 

Num ano em que se agravaram as dificuldades financeiras em Angola, devido à forte quebra nas receitas petrolíferas, a escola conta neste ano lectivo com os mesmos cerca de 130 professores que iniciaram as aulas em 2015. Envolve desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário e com todos os cursos científico-humanísticos, apesar da dificuldade no recrutamento de professores sentida este ano.

 

As dificuldades financeiras e cambiais actuais tornam Angola um país menos atractivo para os docentes - a esmagadora maioria de nacionalidade portuguesa -, com a escola a ter ainda três professores por colocar, mas que estão "em vias de contratação", segundo a direcção.

 

"A questão cambial vai afectando a relação com os professores. Que na verdade não é só um problema da escola, mas do país em geral, neste momento", conta, por seu turno, Mário Nélson Santos, presidente da mesa da assembleia-geral da Cooperativa Portuguesa de Ensino em Angola, que gere a Escola Portuguesa de Luanda.

 

Segundo a direcção, a maioria dos 2.010 alunos que começaram a frequentar as aulas naquela escola em Setembro - que segue o currículo português, quando em Angola o ano lectivo começa em Fevereiro - têm dupla nacionalidade, portuguesa e angolana.

 

A falta de divisas em Angola provocou limitações também na aquisição dos manuais escolares, que têm de ser importados de editoras em Portugal. A situação obrigou mesmo pais e encarregados de educação a terem de comprar os livros em Portugal, transportando-os depois para Luanda, com meios próprios.

 

"Uma parte dos manuais foi adquirida pela escola e depois distribuímos aqui. Os restantes foram responsabilidade dos encarregados de educação. Mas arranjou-se solução", justifica Mário Nélson Santos.

 

Entre os objectivos da direcção da escola e da cooperativa conta-se a profissionalização dos professores angolanos, cujo peso ainda é diminuto, e o reforço do estabelecimento de ensino, que funciona no centro de Luanda, enquanto "referência do ensino no país".

 

Segundo informação disponibilizada pelo Ministério da Educação e Ciência de Portugal, além da Escola Portuguesa de Luanda, também o Colégio Português de Luanda e o Colégio São Francisco de Assis, ambos na capital, e a Escola Portuguesa do Lubango (sul), funcionam em Angola com o currículo português.




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 4 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

comentários mais recentes
jonyk Há 4 semanas

no ku no ku...MÉDICAMENTOS PRA tosse HEEHEH

jonyk Há 4 semanas

O anónimo que passa a vida a destilar ódio e adepto do PAF vá levar onde o EX - IRREVOGÁVEL RABETA GOSTA...trocando por miúdos..NO KU!!!

Anónimo Há 4 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

pub
pub
pub
pub