Orçamento do Estado Cristas critica Governo por dizer que pode dar tudo a toda a gente

Cristas critica Governo por dizer que pode dar tudo a toda a gente

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas afirmou hoje, no Porto, que o Governo tem "obrigação de não dizer a toda a gente que pode dar tudo em todo o momento e sempre".
Cristas critica Governo por dizer que pode dar tudo a toda a gente
Miguel Baltazar
Lusa 22 de novembro de 2017 às 07:25
Em declarações no final da primeira das 20 conferências "Ouvir Portugal", promovidas pelo CDS-PP e que decorreu na Fundação de Serralves, a líder centrista, questionada sobre se teme que as recentes mexidas no Orçamento do Estado comprometam as metas do défice, optou por criticar a recente postura do Governo nas negociações com os professores.

"O Governo tem uma obrigação de não dizer a toda a gente que pode dar tudo em todo o momento e sempre. Não o fez até agora. Neste momento tem, certamente, questões para resolver", afirmou Assunção Cristas, sobre um Orçamento do Estado que qualificou de "vistas curtas".

Sem querer alongar-se no tema, a ex-governante lembrou "haver compromissos europeus que o Governo tem de saber honrar e que, certamente, o Presidente da República acautelará que sejam honrados".

Numa conferência em que ouviu o presidente das Câmara do Porto, Rui Moreira, criticar o facto de nos últimos 40 anos "não ter sido conseguida a coesão territorial", nem que fosse feita "uma ocupação territorial de forma razoável", Assunção Cristas considerou haver "um antes e um depois do Verão de 2017 em Portugal".

"Se antes havia alguns que falavam do território, alguns que falavam das oportunidades, da agricultura, da floresta, da paisagem, da ligação aos produtos regionais e à gastronomia, acho que hoje as pessoas são mais sensíveis às questões do território, à necessidade de criarmos condições para as pessoas que lá estão possam estar com segurança e tranquilidade e que, se calhar, outras possam ver aí uma oportunidade de ter uma vida diferente e igualmente boa ou, quem sabe, melhor", disse.

Questionada sobre se é preciso coragem para fazer as mudanças que o presidente da câmara lançou, a líder centrista admitiu-o, falou do grupo de trabalho criado pelo CDS-PP para, no parlamento, "criar um regime fiscal para o interior, com a tal estabilidade que foi falado, uma estabilidade de muitos anos, que não se mude, que olhe para todos os impostos sem excepção".

"Até hoje, nunca se mexeu no IRS, entendeu-se sempre quer não era possível haver diferenciações no IRS e a minha pergunta é: porque não é possível? Porque há um principio de igualdade? Mas também há um princípio de coesão territorial e hoje temos um país profundamente desigual. Ora se ele é profundamente desigual também temos de te um regime desigual para conseguir promover alguma igualdade entre o território e entre portugueses", argumentou.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Vejam até onde chega a canalhice, se for verdade, o Costa assinou tudo à FENPROF, mas só para ser exigido em governos PSD. À semelhança de acções para pilotos da TAP.

Anónimo Há 2 semanas

É pena que o CDS faça política a atacar com falsidades quem governa. O país precisa de oposição que desenvolva alternativas credíveis. Mandar bocas porcas não é caminho para nenhum partido.

Anónimo Há 3 semanas

É curioso que ela não se preocupa com os gastos com as PP, em que os governos deram e continuam a dar tudo. Nesse não se corta, não obstante já terem recuperado o seu investimento e com lucro!

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