Política Cristas: "Sr. primeiro-ministro volte e demita" os dois ministros

Cristas: "Sr. primeiro-ministro volte e demita" os dois ministros

A líder centrista defendeu junto de Marcelo que os ministros da Defesa e da Administração Interna devem ser demitidos para que seja restaurada a confiança nas instituições e a credibilidade internacional do país.
Cristas: "Sr. primeiro-ministro volte e demita" os dois ministros
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 03 de julho de 2017 às 16:24
Assunção Cristas defendeu esta segunda-feira, 3 de Julho, que só a demissão dos ministros da Administração Interna e da Defesa, Constança Urbano de Sousa e José Azeredo Lopes, restauram a confiança nas instituições e a credibilidade internacional do país, depois da tragédia de Pedrogão e do roubo de material militar de Tancos. Foi esta a mensagem que a líder do CDS transmitiu ao Presidente da República.

"Sr. primeiro-ministro volte e demita-os", disse em conferência de imprensa na sede do CDS, em Lisboa, onde também criticou o silêncio "ensurdecedor" de António Costa, que segundo o jornal i e a SIC se encontra de férias.    

"Sem que haja uma alteração dos titulares das pastas nestas áreas, há um Governo fragilizado", afirmou.

 A presidente do partido começou por lembrar que o CDS não se quis precipitar desde o início dos incêndios de Pedrogão Grande, que mataram 64 pessoas e feriram mais de 200, mas perante a ausência de respostas e os relatórios contraditórios de várias instituições e a ausência de responsabilização por parte do ministro da Defesa, a líder centrista conclui que "o Estado falhou".

"Passaram-se dias de um silêncio ensurdecedor", disse Cristas, afirmando que o que se passou "ultrapassou todas as marcas".

Cristas falava aos jornalistas depois de ter estado reunida com Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.

Assunção Cristas disse ainda nestas matérias o primeiro-ministro tem estado "ausente e mudo".

"Não aceitamos isto. As falhas têm de ter responsáveis", disse, acrescentando que "as demissões são inevitáveis".

"Há uma crise de autoridade e de comando", defendeu.

(Notícia actualizada às 16:33) 



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