Europa Cumprir défice, baixar impostos e aumentar a despesa? Impossível avisa Rajoy

Cumprir défice, baixar impostos e aumentar a despesa? Impossível avisa Rajoy

Numa mensagem especialmente dirigida ao Cidadãos, o primeiro-ministro espanhol avisou que é impossível conseguir em simultâneo cumprir o défice, baixar impostos e aumentar a despesa.
Cumprir défice, baixar impostos e aumentar a despesa? Impossível avisa Rajoy
Reuters
David Santiago 22 de Novembro de 2016 às 18:41

Desbloquear o impasse político que Espanha viveu durante mais de 10 meses foi um processo complexo. Também difícil será reunir apoios para aprovar o Orçamento do Estado para 2017 agora que Mariano Rajoy governa sem maioria parlamentar.

 

Em declarações reproduzidas pelo La Vanguardia, o primeiro-ministro espanhol lembrou que "todos dizem que é preciso cumprir o défice e, portanto, os compromissos europeus" para depois acrescentar que essas mesmas pessoas dizem ser necessário "aumentar a despesa e reduzir os impostos".   

 

Falando antes de um encontro do PP, Mariano Rajoy sustentou que "cumprir essas três coisas ao mesmo tempo é impossível" e que os conservadores enquanto partido que detém "responsabilidades de governo deveriam estar conscientes disso". Ainda assim o líder popular fez questão de esclarecer que os principais impostos (IVA e IRS) não serão aumentados.

 

O chefe do Executivo espanhol revelou ainda que em breve a sua equipa governamental terá pronto o plano que estabelece o tecto de gastos orçamentais, instrumento que Rajoy considera importante para assegurar o cumprimento das regras europeias, designadamente no que concerne às metas do défice. "É o que nos dá confiança e gera credibilidade", resumiu.

 

Provavelmente e com a compreensão já demonstrada pela Comissão Europeia pese embora a incapacidade de Madrid sair do procedimento por défices excessivos, o Governo de Espanha só deverá aprovar o Orçamento para o próximo ano já em 2017. Até lá prosseguem negociações, nomeadamente com o Cidadãos de Albert Rivera, partido que assinou um pacto com o PP para a implementação de 150 medidas.

 




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Anónimo Há 1 semana

Homem realista.Agora a gerigonca e de caixao a cova com o palavriado que nos encharca pela voz do porta-voz charlatao sonhador que mais parece um puto de recados sem principio meio e fim.

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