Conjuntura Custos da mão-de-obra cresceram 2,6% no primeiro trimestre

Custos da mão-de-obra cresceram 2,6% no primeiro trimestre

Custos laborais sobem no arranque do ano, acelerando face ao final de 2016. Sector privado vê encargos com mão-de-obra subirem 4,8 vezes mais do que no sector público.
Custos da mão-de-obra cresceram 2,6% no primeiro trimestre
Kiyoshi Ota/Bloomberg
Marta Moitinho Oliveira 15 de maio de 2017 às 12:11

Os trabalhadores custaram mais 2,6% às entidades empregadoras nos primeiros três meses de 2017 em relação ao mesmo período do ano anterior, revelando assim uma aceleração face ao final do ano anterior, revelou esta segunda-feira, 15 de Maio, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Os empregadores suportam os custos salariais da mão-de-obra, bem como outros custos de trabalho, tais como as contribuições para a Segurança Social a cargo dos empregadores, seguros de acidentes de trabalho ou seguros de saúde, entre outros.

No último trimestre de 2016, os custos laborais tinham aumentado 0,6% em termos homólogos e no trimestre imediatamente anterior o crescimento tinha sido de 2,6%, igual ao verificado no período em análise.

O aumento homólogo registado até Março resulta de um aumento de 3% nos custos salariais e de 1,4% nos restantes custos.

"Para aquela evolução contribuíram o acréscimo de 0,2% do custo médio por trabalhador e o decréscimo de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador", acrescenta ainda o instituto estatístico.

O ano de 2017 arrancou com várias alterações ao nível dos custos da mão-de-obra. O Salário Mínimo Nacional (SMN) aumentou de 530 para 557 euros, ou seja, um acréscimo de 5,1%. No período em análise, os custos salariais na Função Pública são também superiores aos verificados no primeiro trimestre de 2016, quando os trabalhadores da Função Pública estavam a recuperar o salário de forma gradual.

Segundo o INE, os custos de mão-de-obra nas actividades no sector privado subiram 3,9%, enquanto nas actividades da esfera do sector público os custos laborais aumentaram 0,8%. Ou seja, no privado este encargo cresceu a um ritmo 4,8 vezes acima do público. 

O custo médio por trabalhador aumentou 1% nas actividades do sector privado, mas recuou 0,8% nas relacionadas com o sector público.

O INE identifica duas razões para explicar a redução do custo médio por trabalhador no público. "A alteração introduzida no pagamento do subsídio de Natal (em 2017, 50% é pago em regime de duodécimos e o remanescente na íntegra em Novembro), conduzindo a uma redução homóloga nas remunerações no 1.º trimestre de 2017; e o fim da reversão da redução remuneratória (que decorreu entre o 4.º trimestre de 2015 e o 4.º trimestre de 2016), traduzindo-se num acréscimo homólogo das remunerações."

No primeiro trimestre, o número de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador na esfera do Estado diminuiu 1,5%, enquanto no sector privado este indicador recuou 2,9%.

O Índice de Custo de Trabalho calculado pelo INE é corrigido de dias úteis.    




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub