Conjuntura Dados económicos em Itália em vésperas do referendo são boas notícias para Renzi

Dados económicos em Itália em vésperas do referendo são boas notícias para Renzi

A quatro dias do referendo sobre a reforma constitucional de Matteo Renzi, Itália ficou a conhecer novos dados económicos que mostram o crescimento da economia e a descida no desemprego. E teve boas notícias.
Dados económicos em Itália em vésperas do referendo são boas notícias para Renzi
Bloomberg
Negócios 01 de Dezembro de 2016 às 11:29

A terceira maior economia da Zona Euro cresceu 0,3% no terceiro trimestre, tendo sido revisto o crescimento do segundo trimestre em alta para 0,1%. Numa primeira leitura, o PIB de Itália no segundo trimestre tinha estabilizado. A agência de estatísticas italiana, Istat, já avançou que a economia italiana deverá ter níveis de crescimento abaixo de 1% este ano e no próximo. Nos dados desta quinta-feira, revela que no terceiro trimestre o crescimento foi de 1% em termos homólogos, acima do que a primeira estimativa avançada a 15 de Novembro, que apontava para um crescimento de 0,9%.


A Capital Economics alerta para o facto de o crescimento económico ter sido sustentável pelos inventários, o que não é, acrescenta, sustentável. Mais encorajador diz a consultora foi o crescimento do investimento, o que demonstra que as incertezas sobre o referendo em Itália ainda não minaram a confiança empresarial. No reverso, o consumo privado e as exportações abrandaram.

Um outro dado mostra que a indústria acelerou no mês passado a um ritmo acima das expectativas. O índice PMI (resultante do inquérito sobre compra da indústria) subiu em Novembro para 52,2 face aos 50,9 pontos do mês anterior, de acordo com o relatório da ADCI e da Markit. Um nível acima dos 50 pontos sinaliza expansão.

A juntar a estes dados, a taxa de desemprego desceu ligeiramente para 11,6% em Outubro, revelou a entidade de estatísticas italiana, Istat. A taxa de desemprego não desce abaixo dos 11,5% desde Dezembro de 2012, tendo atingido o seu pico há dois anos nos 13,1%, recorda a Bloomberg.


Estes dados poderão ter influência nos eleitores indecisos para o referendo de 4 de Dezembro. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub