Economia David Autor e Anna Salomons: Tecnologia cria empregos, mas também perdedores claros
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David Autor e Anna Salomons: Tecnologia cria empregos, mas também perdedores claros

Defendem que EUA e Europa acelerarem a produtividade apostando em tecnologia e automatização, mas avisam para os desafios que tal coloca em termos de desigualdade de rendimentos.
David Autor e Anna Salomons: Tecnologia cria empregos, mas também perdedores claros
Bruno Simão
Rui Peres Jorge 06 de julho de 2017 às 00:01

David Autor, do MIT, e Anna Salomons, da Universidade de Utrecht, apresentaram no Fórum do BCE em Sintra um dos artigos que marcou o encontro dos banqueiros centrais: trata-se de uma análise à evolução da produtividade

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mais votado Anónimo 06.07.2017

Para salvar o excedentarismo de carreira ou "a dignificação" da alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em bens de capital necessários em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Por isso, enquanto alguns portugueses têm uma panóplia de exorbitantes e inusitados direitos adquiridos, outros portugueses têm agora direito ao crematório público como o de Pedrógão, a pagar o supermercado de armas de guerra para criminosos como o de Tancos e a ambulâncias do INEM paradas à noite por esse país fora... Que mais avanços "a pensar nas pessoas" estarão para chegar a Portugal devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

comentários mais recentes
Anónimo 06.07.2017

O maior processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital da história da humanidade está-se a dar no mundo desenvolvido. Certos países podem, artificialmente, de modo fantasioso e inconsequente, atrasá-lo temporariamente a nível interno decretando aumentos salariais muito acima do preço de mercado e instituindo arranjos laborais intocáveis para toda a vida. A consequência disso será o aumento insuportável do endividamento excessivo e da carga tributária, que incidirão negativamente sobre o nível e qualidade de vida de toda ou uma grande parte da população adulta actual e futura, elevando o atraso e os níveis de iniquidade e insustentabilidade nesses países para patamares indecorosos dignos dos Estados falhados do chamado Terceiro Mundo.

Anónimo 06.07.2017

As reformas pararam e o despesismo com salários injustificáveis e futuras pensões disparou, iniciando a contagem decrescente para o próximo resgate à República Portuguesa. O engano ou ilusão que se viveu entre 2005 e 2010 está a ser minuciosamente replicado pelo novo governo socialista. Não tenhamos dúvidas disto. Portugal julga-se imune à quarta revolução industrial e mais uma vez opta por não participar nela ou não se adaptar a ela julgando ser possível viver como economia de elevado rendimento usando o paradigma do funcionalismo público excedentário alavancado pelo crédito bancário subsidiado e tendo uma fé inabalável no turismo.

Anónimo 06.07.2017

Mas quando o trabalhador nem pode ser despedido por o posto de trabalho já não se justificar nem substituído por uma máquina, nem ver o seu salário, já inflacionado ao longo de toda uma carreira de progressões automáticas constantes, reduzido para valor mais próximo do preço de mercado uma vez que há uma fila de candidatos àquele emprego, mais dinâmicos, motivados e preparados, que trabalhariam de bom grado por metade da remuneração, a população que investiu na organização ou tem trabalho para oferecer perde rendimentos. A população que consome bens ou serviços da organização perde rendimentos. A população que paga impostos para a organização, no caso daquela ser do sector público, fornecedora do sector público ou subsidiada pelo Estado, perde rendimentos. A população que inventou e desenvolveu a máquina perde rendimentos. A população que poderia inovar, investir e lançar no mercado máquinas ainda melhores, perde rendimentos.

Anónimo 06.07.2017

Repúblicas das Bananas como a Grécia e Portugal não tem credibilidade nem autonomia económico-financeira porque não tem tido políticas que permitam a criação, captação e fixação do melhor e mais adequado talento e capital disponível nos mercados globais de talento e capital. Sem flexibilização dos mercados laborais e fortalecimento dos mercados de capitais portugueses, Portugal nunca vai participar nas revoluções industriais como actor principal, secundário ou mesmo figurante. Será eternamente o expectador que chega ao evento sempre perto do acto final e por isso fica sem perceber o pouco daquilo que viu.

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