Impostos De tenista excepcional a gestor pouco sofisticado: Boris Becker entra em falência

De tenista excepcional a gestor pouco sofisticado: Boris Becker entra em falência

Outrora um tenista fora de série, hoje em dia um gestor "pouco sofisticado" das suas finanças, o alemão Boris Becker foi declarado insolvente por um tribunal de Londres.
De tenista excepcional a gestor pouco sofisticado: Boris Becker entra em falência
Reuters
Negócios 22 de junho de 2017 às 11:57

O célebre tenista alemão Boris Becker foi declarado insolvente por um tribunal londrino. Becker queria mais tempo para pagar a dívida, mas o pedido foi recusado pela conservadora, a quem deu a impressão de estar perante "um homem com a cabeça enterrada na areia".

A declaração de falência do antigo tenista chamou a atenção de diversos órgãos de comunicação social mundiais, desde os desportivos aos generalistas.

 

Outrora um campeão multimilionário – o Marketwatch estima que tenha ganho 25 milhões de dólares em prémios – o alemão acumulou uma dívida avultada a um banco privado, Arbuthnot Latham, relacionada com a compra de uma propriedade em Maiorca.

Os representantes legais de Boris Becker pediram mais um mês para saldar a dívida, alegando que o valor da propriedade excede o montante em dívida, e ainda alegaram a inabilidade do antigo jogador em matéria de finanças pessoais.

"Ele não é um indivíduo sofisticado em matéria de finanças. Estou a pedir uma verdadeira última oportunidade para Boris Becker regularizar a situação". Mas a conservadora não concordou.

Segundo relatos da imprensa britânica, Christine Derrett referiu não ser comum haver figuras com dívidas pendentes desde Outubro de 2015 e classificou a dívida de "histórica". E, assumidamente "com pena", declarou a falência do antigo tenista.

Aos 49 anos, e com vários títulos no seu curriculum, Boris Becker é comentador da BBC. Antes disso, tinha treinado durante três anos o jogador sérvio Novak Djokovic.

 

Segundo o Marketwatch, o antigo tenista alemão também tem um historial de vários de apuros financeiros. Em 2001 acumulou uma dívida de sete milhões de dólares em impostos na Alemanha e, no mesmo ano, um divórcio custar-lhe-ia pelo menos 10 milhões de dólares. 




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