IRS Declaração automática do IRS alargada a quem tem filhos
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Declaração automática do IRS alargada a quem tem filhos

Os contribuintes com filhos a cargo vão poder beneficiar já este ano da chamada declaração automática de IRS, mas é preciso que cumpram determinados requisitos, esta quarta-feira publicados em Diário da República  
Declaração automática do IRS alargada a quem tem filhos
Cátia Barbosa/Negócios
Elisabete Miranda 10 de janeiro de 2018 às 12:39

As Finanças dão este ano mais um passo na simplificação do preenchimento do IRS, alargando a declaração automática aos contribuintes que têm filhos a cargo. Segundo números do Governo, esta valência passará a chegar agora a três milhões de agregados, mas, mesmo dentro deste universo de contribuintes, subsistem várias restrições.

De acordo com o decreto-regulamentar publicado esta quarta-feira em Diário da República, a declaração automática do IRS de 2017 passa a estar disponível para os contribuintes, com ou sem filhos a cargo, que aufiram apenas rendimentos do trabalho dependente ou pensões.

 

Se tiver recibos verdes, já terá de preencher manualmente o anexo correspondente, o mesmo acontecendo a quem paga ou recebe pensões de alimentos e quem tenha juros e dividendos.

Famílias com ascendentes a cargo também estão, para já, excluídas deste automatismo, o mesmo acontecendo a quem tenha benefícios fiscais além dos do mecenato ou algum tipo de dependência – nestes casos, os contribuintes continuam a ter de assinalar estes dados na sua declaração.

O procedimento é o mesmo que vem sendo aprofundado ao longo dos últimos anos. Chegados a Abril, os contribuintes encontrarão na sua página o IRS pré-preenchido com as informações que o Fisco foi recebendo das diversas entidades ao longo do ano de 2017.

Para aqueles que tenham um historial mais simples, apenas com rendimentos do trabalho dependente e/ou pensões, a declaração estará totalmente preenchida. No limite, se o contribuinte nada fizer, a declaração considera-se automaticamente submetida na data do fim do período de entrega das declarações de IRS (sem prejuízo de posteriormente o contribuinte poder apresentar uma declaração de substituição). 

Quem concordar com tudo o que lá está, aceita a declaração. E, q
uerendo alterar a informação, o contribuinte deverá ignorar a declaração automática e entregar o seu IRS pelo método tradicional.

 

O alargamento do IRS automático a um universo maior de contribuintes está previsto desde 2016, e foi confirmado pelo Governo no passado dia 14 de Dezembro.  


Em 2017, relativamente ao IRS de 2016, aderiram à declaração automática cerca de 45% dos 1,8 milhões de familias potencialmente abrangidas, segundo números oficiais.



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mais votado Anónimo Há 6 dias

Sejamos sérios. Queremos números de excedentários despedidos. Hoje em dia, reformas destas não se fazem sem substituir factor trabalho por factor capital e sem reduzir a quantidade líquida de factor trabalho alocado e aumentar a quantidade líquida de factor capital alocado. É dos livros, é dos mercados, é da vida. Nos territórios mais ricos e desenvolvidos estas coisas andam sempre aliadas a reestruturações profundas com recurso a despedimentos. Seja numa universidade escandinava, numa multinacional alemã, numa companhia das águas irlandesa, numa autarquia escocesa, num ministério inglês, numa empresa ferroviária suíça ou numa repartição de finanças australiana. É aí que se poupa e cria valor que irá extravasar por toda a economia e sociedade elevando-as para outro patamar de forma sustentável e impedindo a sua queda para o precipício da iniquidade e insustentabilidade a que chamam crise, empobrecimento e falta de soberania.

comentários mais recentes
Anónimo Há 6 dias

Mais uma boa medida na simplificação da vida do cidadão comum.

Anónimo Há 6 dias

Então mas vamos despedir as pessoas assim sem mais nem menos mesmo que elas já não tenham desde há muito qualquer tarefa justificável a cumprir na organização que as emprega e tem remunerado? Claro que não. Aumentem-se os preços, as contribuições e os impostos às "não pessoas" que são os clientes ou utentes da organização e os contribuintes. O nível de vida das pessoas tem que ser salvo e mantido em elevado patamar custe lá o que custar. Haja humanidade. Tenham as pessoas em consideração. As não pessoas que paguem e não bufem.

Anónimo Há 6 dias

Reformas viradas para as reais condições de mercado que se fazem nas regiões mais desenvolvidas do mundo e a importância das mesmas para a prosperidade e o bem-estar das populações:
"HMRC staff braced for thousands of job cuts as 137 tax offices to close" https://www.theguardian.com/politics/2015/nov/12/hmrc-staff-braced-for-thousands-of-job-cuts-if-tax-offices-close
"IRS will cut 7,000 jobs because the majority of people are filing their tax returns online" http://www.dailymail.co.uk/news/article-3811646/IRS-cutting-7-000-jobs-vast-majority-people-file-tax-returns-online-meaning-fewer-people-needed-process-paper-forms.html
"Inland Revenue to cut 1500 jobs between 2018 and 2021" www.stuff.co.nz/business/industries/78231571/inland-revenue-to-cut-1500-jobs-between-2018-and-2021
"Australian Taxation Office axes 4400 jobs in 19 months" http://www.canberratimes.com.au/national/public-service/australian-taxation-office-axes-4400-jobs-in-19-months-20150409-1mhhgq.html

Anónimo Há 6 dias

Sejamos sérios. Queremos números de excedentários despedidos. Hoje em dia, reformas destas não se fazem sem substituir factor trabalho por factor capital e sem reduzir a quantidade líquida de factor trabalho alocado e aumentar a quantidade líquida de factor capital alocado. É dos livros, é dos mercados, é da vida. Nos territórios mais ricos e desenvolvidos estas coisas andam sempre aliadas a reestruturações profundas com recurso a despedimentos. Seja numa universidade escandinava, numa multinacional alemã, numa companhia das águas irlandesa, numa autarquia escocesa, num ministério inglês, numa empresa ferroviária suíça ou numa repartição de finanças australiana. É aí que se poupa e cria valor que irá extravasar por toda a economia e sociedade elevando-as para outro patamar de forma sustentável e impedindo a sua queda para o precipício da iniquidade e insustentabilidade a que chamam crise, empobrecimento e falta de soberania.

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