Conjuntura Défice comercial de Portugal foi o quarto mais elevado da Zona Euro

Défice comercial de Portugal foi o quarto mais elevado da Zona Euro

As exportações de mercadorias em Portugal registaram um dos crescimentos mais fortes entre os países da Zona Euro, mas o desequilíbrio da balança comercial acentuou-se.
Défice comercial de Portugal foi o quarto mais elevado da Zona Euro
Bruno Simão
Nuno Carregueiro 15 de fevereiro de 2018 às 10:55

O défice da balança comercial de bens em Portugal agravou-se em 2017, atingindo o quarto valor mais elevado entre todos os países da Zona Euro.

 

Os dados foram publicados esta quinta-feira pelo Eurostat e mostram que apenas França, Espanha e Grécia atingiram no acumulado de 2017 um défice comercial superior ao de Portugal.

 

A diferença entre as importações e exportações de bens em Portugal atingiu 13,8 mil milhões de euros no ano passado, o que representa um agravamento do défice comercial face aos 11,2 mil milhões de euros de 2016.

 

Todos os países com um défice superior ao de Portugal também agravaram a sua balança comercial. França apresentou um défice de 79,1 mil milhões de euros, Espanha 26 mil milhões de euros e Grécia 21,5 mil milhões de euros. Fora da Zona Euro o Reuno Unido apresenta o défice mais elevado: 175,9 mil milhões de euros.

 

O agravamento do défice português ocorreu apesar do crescimento acentuado das exportações. O crescimento de 10% nas vendas de mercadorias ao exterior foi o sétimo mais elevado entre os países da Zona Euro, mas as importações também cresceram a bom ritmo (+12%), o que explica o agravamento do défice comercial.

 

No conjunto da Zona Euro foi apurado em 2017 um excedente comercial de 238,1 mil milhões de euros com o resto do mundo, abaixo do registado no ano anterior (265,2 milhões de euros). Este agravamento resultou do crescimento das importações (+9,7%) superior ao das exportações (7,1%).

 

A Alemanha contribui de forma decisiva para o excedente comercial da Zona Euro em 2017, já que o valor das exportações foi superior ao das importações em 249 mil milhões de euros, um valor em linha com o registado em 2016. As exportações na maior economia europeia aumentaram 6% e as importações subiram 8%.      

 




A sua opinião11
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 4 dias

Os Brutos Escroques (BE) já pouco mais têm a acrescentar! A sorte deles é que o país ainda tem muitos analfabetos, que são o garante da existência de qq geringonça!

Mr.Tuga Há 5 dias

Não estou a perceber nada !?!?!?

Então o Antoine Bosta não estava ontem todo excitado na AR com o maior crescimento do seculo ?!?!!?

Este novo OASIS e "milagre economico" tuguês.....

Anónimo Há 5 dias

Estamos na fase do Sócratismo Versão 2.0! As mesmas pessoas e as mesmas políticas é caso para perguntar qual é a surpresa deste défice comercial?

??? Há 5 dias

A situação agravou-se? Então não acabou, como o costa dizia, o aperto de cinto do passos, o tal ladrão que, para pagar a bancarrota de sócrates "roubou" e obrigou funços excedentários a trabalhar 40 horas? Por onde andam os Goeblles defensores da geringonça, que deixam jornais dizer estas coisas?

ver mais comentários
pub