Conjuntura Défice da balança de mercadorias até Maio agrava-se 31% face a 2016

Défice da balança de mercadorias até Maio agrava-se 31% face a 2016

Nos primeiros cinco meses do ano o saldo das vendas e compras de mercadorias ao estrangeiro foi negativo em 5,4 mil milhões de euros em termos nominais, um agravamento de 30% face 2016.
Défice da balança de mercadorias até Maio agrava-se 31% face a 2016
Pedro Elias
Rui Peres Jorge 10 de julho de 2017 às 11:18
O défice da balança comercial de mercadorias agravou-se em termos homólogos nos primeiros cinco meses do ano. Até Maio, o país exportou 23 mil milhões de euros, mais 13,3% que em 2016. As importações cresceram ainda mais: 16,3% para 28,4 mil milhões de euros. O resultado foi um défice na balança de mercadorias de 5,4 mil milhões de euros, o que traduz um agravamento de 31% face aos 4,1 mil milhões de euros de 2016.

Os números que foram avançados pelo INE no dia 10 de Julho, dizem respeito a valores nominais, ou seja, ao efeito conjunto da variação de quantidades vendidas e compradas, mas também dos respectivos preços. Não incluem o saldo da balança de serviços, que é positivo, e tende a compensar o défice nas mercadorias. No total das relações com o exterior Portugal registou um excedente externo nos primeiros quatro meses do ano, revelou o Banco de Portugal no final de Junho.

Os dados relativos a Maio dão conta de uma aceleração do comércio de mercadorias face a a Abril, tanto nas exportações, como nas importações, mas com estas últimas a revelarem um maior dinamismo e a forçarem um agravamento da balança de mercadorias.

"Em Maio de 2017, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respectivamente, +15,4% e +22,4% (+0,1% e +11,4% em Abril de 2017, pela mesma ordem)", escreve o INE na nota divulgada à imprensa, onde dá conta que sem "Combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 14,0% e as importações cresceram 19,2% (respectivamente -2,6% e +6,8% em Abril de 2017).

Com esta evolução, "o défice da balança comercial de bens situou-se em 1.438 milhões de euros em Maio de 2017, o que representa um aumento de 503 milhões de euros face ao mês homólogo de 2016", contribuindo assim para o agravamento do défice comercial dos cinoc meses do ano. Sem combustíveis  "a balança comercial atingiu um saldo negativo de 1 074 milhões de euros, correspondente a um aumento de 344 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2016".



(Notícia em actualização)



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mais votado Anónimo 10.07.2017

É preciso alertar a sociedade e educar os políticos portugueses mais distraídos para os perigos e falácias subjacentes ao pensamento único eleitoralista que não se apercebe que distribuir salários e benefícios a privados que não passem pelo crivo regulador e orientador das forças de mercado é tão mau para a sustentabilidade do Estado, incluindo o Estado de Bem-Estar Social, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade, como distribuir subsídios e adjudicações a privados obedecendo à mesma lógica discricionária, e vice-versa. Sindicalismo selvagem de compadrio e capitalismo selvagem de compadrio são uma e a mesma coisa e encerram em si as sementes do mesmo mal cujos frutos são pobreza, subdesenvolvimento, injustiças e insustentabilidade que transformam aquilo que poderia ser um luxuriante e frondoso pomar numa tenebrosa mata de dependência e crise.

comentários mais recentes
Surprendido 10.07.2017

Emigra tu Camaleao Comunista. FDP és tu a querer impor a tua opiniao aos outros, isso chama-se ditatura e nao democracia.
Quanto recebes de avenca do PS para passar aqui o dia a por comentarios varias vezes por noticia?
NAO VAIS CALAR NINGUEM COM A TUA RETORICA

surpreendido 10.07.2017

O povo está feliz livrou-se dos filhos da puta. Não gostas querido? Emigra RUA

Anónimo 10.07.2017

É preciso alertar a sociedade e educar os políticos portugueses mais distraídos para os perigos e falácias subjacentes ao pensamento único eleitoralista que não se apercebe que distribuir salários e benefícios a privados que não passem pelo crivo regulador e orientador das forças de mercado é tão mau para a sustentabilidade do Estado, incluindo o Estado de Bem-Estar Social, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade, como distribuir subsídios e adjudicações a privados obedecendo à mesma lógica discricionária, e vice-versa. Sindicalismo selvagem de compadrio e capitalismo selvagem de compadrio são uma e a mesma coisa e encerram em si as sementes do mesmo mal cujos frutos são pobreza, subdesenvolvimento, injustiças e insustentabilidade que transformam aquilo que poderia ser um luxuriante e frondoso pomar numa tenebrosa mata de dependência e crise.

Anónimo 10.07.2017

Em países que se deixaram capturar por uma cultura desonesta, onde o mais desonesto vence, e provinciana, pouco atenta à realidade global e à modernidade tal como ela lhes chega do mundo mais desenvolvido, com leis atrasadas, estupidamente redigidas e permissivas a todos os abusos e abusadores, o sindicalismo e o capitalismo de compadrio são capazes de pôr o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com zero procura de mercado na economia, chamemos-lhe o vendedor de areia no deserto, a viver tão ou mais confortavelmente do que o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com muita procura de mercado nessa mesma economia, chamemos-lhe o vendedor de água no deserto. E é claro, uma economia assim cheia de distorções, frontalmente anti-mercado, atrasa-se e empobrece.

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