Orçamento do Estado Défice de 2016 ficou quase 500 milhões abaixo do ano anterior

Défice de 2016 ficou quase 500 milhões abaixo do ano anterior

O défice em contabilidade pública fechou 2016 melhor do que no ano anterior e abaixo do previsto pelo Governo no Orçamento do Estado para 2016, revelam as Finanças em comunicado. Défice que interessa a Bruxelas vai ficar abaixo de 2,3%, confirmam as Finanças.
Marta Moitinho Oliveira 26 de janeiro de 2017 às 16:23
O défice fechou o ano passado numa trajectória de correcção face ao ano anterior e melhor do que o Governo tinha previsto quando fez o Orçamento do Estado para 2016, revelam as Finanças em comunicado. O Ministério tutelado por Mário Centeno adianta que este comportamento permite antecipar que o défice que conta para Bruxelas "não será superior a 2,3% do PIB".

"Em 2016, o défice das Administrações Públicas (AP) diminuiu 497 milhões de euros face a 2015, situando nos 4.256 milhões de euros. Um desempenho que resultou do aumento de 2,7% da receita, superior ao crescimento de 1,9% da despesa", escreve o Ministério no comunicado que antecipa os dados da Direcção-Geral do Orçamento (DGO).

"Face ao projectado no Orçamento do Estado (OE) de 2016, o défice ficou 1.238 milhões de euros abaixo do previsto, em grande medida resultante da contenção da despesa efectiva, que ficou 3.009 milhões de euros abaixo do orçamentado", acrescentam as Finanças.

O Ministério de Mário Centeno acrescenta depois que, em 2016, a "significativa melhoria da situação económica ao longo do ano e o rigor colocado na execução orçamental permitiu uma melhoria generalizada dos indicadores orçamentais". "Este excelente resultado da execução em contabilidade pública permite antecipar que o défice não será superior a 2,3% do PIB", dizem as Finanças, confirmando assim a informação avançada pelo primeiro-ministro na semana passada.

Os números do défice revelados esta quinta-feira pelas Finanças estão em contabilidade pública, ou seja, são medidos numa óptica de tesouraria (entradas e saídas de fluxos). O défice que conta para avaliar o cumprimento das regras europeias só será conhecido em Março, quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) reportar a Bruxelas o défice em contabilidade nacional. Este mede a diferença entre receitas e despesas numa perspectiva de compromissos. Para este cálculo entram, por exemplo, as receitas de impostos só cobradas no início de 2017 mas que dizem respeito à actividade do ano anterior.

No comunicado, as Finanças revelam que também houve uma melhoria do saldo primário (descontando o peso dos encargos com os juros da dívida pública). Este excedente foi de 4.029 milhões de euros, uma melhoria de 747 milhões de euros face a 2015.

O ministério de Mário Centeno explica que apesar do aumento de 891 milhões de euros nos reembolsos fiscais, a receita fiscal aumentou 2,4% face ao período homólogo. As Finanças admitem que o programa de recuperação de dívida contribuiu para este desempenho. Já o crescimento do emprego impulsionou a receita contributiva, que cresceu 4,4%.

Do lado da despesa, as Finanças destacam o facto de os gastos terem subido 1,9%, abaixo do crescimento de 5,6% previsto no Orçamento do Estado.  
    

(Notícia actualizada às 16.43 com mais informação do comunicado)



A sua opinião32
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 3 semanas

Austeridade total. Receita do Estado baixou, despesa do Estado baixou, dividas em atraso aumentaram, investimento reduzido a cinzas, défice comercial altamente negativo novamente. As pessoas não percebem que numa economia de um pais as consequências negativas ou positivas de um determinado tipo de politica não se vêm no curto prazo mas sim no médio prazo. Estamos phodidos. Aconselho os mais novos a emigrar.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

"Com o perdão fiscal (PERES) o Governo arrecadou um extra de 512,7 milhões de euros em impostos"
"Défice de 2016 ficou quase 500 milhões abaixo do ano anterior"

Ou seja, sem perdão fiscal tinhamos um défice superior ao do ano passado!
Socorroooooo!!!!

Anónimo Há 3 semanas

O Aldrabão devolveu salários e pensões mas a taxa de juros da dívida a 10 anos está em 4% com Passos Coelho a taxa de juros a 10 anos estava em 1,5% é caso para dizer que fraca compensação o Aldrabão devolveu.

Anónimo Há 3 semanas

Austeridade total. Receita do Estado baixou, despesa do Estado baixou, dividas em atraso aumentaram, investimento reduzido a cinzas, défice comercial altamente negativo novamente. As pessoas não percebem que numa economia de um pais as consequências negativas ou positivas de um determinado tipo de politica não se vêm no curto prazo mas sim no médio prazo. Estamos phodidos. Aconselho os mais novos a emigrar.

Anónimo Há 3 semanas

O défice baixou, bom! O pib cresceu poucochinho, menos bom! A dívida subiu, é mau! O investimento do estado caiu a pique, É mau! A despesa corrente subiu, Muito mau! balança comercial piorou, é mau. Estamos contentes por marcarmos 2 golos e nem percebemos que sofremos 4! Assim não vamos lá Costa!!!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub