Política Democratas querem que Trump destitua Bannon por racismo e misoginia

Democratas querem que Trump destitua Bannon por racismo e misoginia

Um total de 169 congressistas democratas enviou esta quarta-feira uma carta ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na qual lhe solicitaram que destitua Stephen Bannon, a quem nomeou estratega principal da sua equipa na Casa Branca.
Democratas querem que Trump destitua Bannon por racismo e misoginia
Reuters
Lusa 16 de Novembro de 2016 às 20:23

Stephen Bannon é um agitador mediático, considerado uma das principais figuras da direita radical e que tem sido muito criticado pelas suas ligações com os supremacistas brancos, bem como pelos seus comentários racistas e misóginos. 

 

"Imediatamente depois da sua vitória, muitos norte-americanos estavam optimistas e esperançados em que você tomasse as medidas necessárias para unir o nosso país, depois de umas eleições divisionistas e violentas", escreveram os 169 membros democratas da Câmara dos Representantes (que, juntamente com o Senado, forma o Congresso) na carta ao magnata do imobiliário.

 

Os congressistas recordaram ao presidente eleito que, na noite em que discursou depois da vitória eleitoral, de 8 de Novembro, disse que era a hora de os EUA "curarem as feridas da divisão" e se "unirem como povo".

 

Mas, comparam, "infelizmente, a nomeação de Stephen Bannon, cujos laços com o movimento nacionalista branco estão bem documentados, mina directamente a sua capacidade de unir o país", advertiram os democratas.

 

"Como representantes eleitos de milhões de norte-americanos de diversas origens, religiões e etnias, recomendamos-lhe encarecidamente que reconsidere a sua decisão de nomear o senhor Bannon como estratega chefe da Casa Branca", insistiram.

 

A carta, cujo primeiro subscritor é o congressista David Cicilline, de Rhode Island, reitera a Trump a necessidade de um governo que una o país de novo. "A intolerância, o antissemitismo e a xenofobia não deveriam ter lugar na nossa sociedade e certamente não têm lugar na Casa Branca. Seja intencional ou não, a nomeação do senhor Bannon envia uma mensagem inquietante sobre que tipo de presidente quer ser Donald Trump", disse Cicilline, que integra o Comité Judicial da Câmara dos Representantes.

 

Estes 169 congressistas somam-se assim ao apelo feito na terça-feira pelo líder dos democratas no Senado, Harry Reid, que fez a mesma solicitação durante um discurso no plenário da câmara alta do Congresso.

 

"Se Trump procura a unidade a sério, a primeira coisa que tem de fazer é rescindir a nomeação de Steve Bannon", afirmou Reid, ao discursar no Senado, aludindo aos vínculos supremacistas (defensor da supremacia da raça branca) do novo assessor do magnate.

 

Na véspera tinha sido o seu porta-voz, Adam Jentleson, a denunciar que "os defensores da supremacia da raça branca vão estar representados ao mais alto nível na Casa Branca de Trump", aludindo a Bannon.




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Miguel Há 2 semanas

Estas gentes das noticias superficiais (facebook ,tweets) deviam olhar para a historia de uma liderança africana - África do Sul, Haiti , zimbabwe , ou mesmo Chicago.

Querem acreditar que o Afro descendente é moralmente mais correcto ,mais eficiente, menos corrupto e mais honesto que o branco...

Miguel Há 2 semanas

Eu não vi este jornal a noticiar quando o Obama se reuniu com o racista líder dos Black Lives matter, a falar contra os policias antes de se apurar os factos, e os discursos e opiniões pseudo-racistas da sua esposa.

Ser a pro-black era orgulho, ser pro-branco era racismo, agora vai acabar

Anónimo Há 2 semanas

E da maneira como se olham as coisas.O ano passado a economia portuguesa em ano de eleicoes cresceu mais do que este ano.Os radicais auxiliados pelos agora gerigoucos disseram que o pais estava morto,agora muito mais morto diz o armenio 1 que esta contentissimo com o crescimento da economia.ORA.ORA.

pub
pub
pub
pub