Função Pública Deputados exaltam-se depois de Bilhim revelar que foi escolhido por Seguro

Deputados exaltam-se depois de Bilhim revelar que foi escolhido por Seguro

Bilhim revelou que a sua nomeação foi combinada entre Passos e António José Seguro. O PS não gostou e criticou o facto de o ex-presidente revelar conversas "secretas". PSD e CDS saíram em defesa do professor universitário.
Deputados exaltam-se depois de Bilhim revelar que foi escolhido por Seguro
Pedro Elias
Catarina Almeida Pereira 13 de Outubro de 2016 às 19:40
O antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, escolheu João Bilhim para presidente da comissão que organiza os concursos para dirigentes no Estado por indicação do então secretário-geral do PS, António José Seguro. A revelação, feita esta quinta-feira por João Bilhim no Parlamento, deu origem a reacções exaltadas, em particular por parte do deputado do PS Ascenso Simões. 

João Bilhim, que deixou de ser presidente da polémica comissão que organiza os concursos para dirigentes no Estado esta semana, foi ouvido esta quinta-feira na comissão de Orçamento e Finanças. Foi em resposta a uma pergunta da deputada do PSD que teve oportunidade de esclarecer como foi escolhido para o cargo, no início da legislatura da coligação PSD/CDS.

"Eu fui contactado pelo então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que me convidou para presidir a esta comissão e disse: 'senhor professor, o seu nome foi-me dado pelo doutor António José Seguro', afirmou Bilhim. O professor universitário acrescentou ainda que contactou o então secretário-geral do PS, que terá confirmado a informação.

A declaração motivou uma troca acesa de palavras entre o deputado do PS, Ascenso Simões, e a presidente da comissão parlamentar e deputada do PSD, Teresa Leal Coelho.

Ascenso Simões começou por negar a versão de João Bilhim. "Entendeu mal. Quando aqui nos vem dizer que o secretário-geral do PS o indicou aquilo que posso dizer é que podia ter dito: 'fui sondado' e tudo bem. Mas mesmo que tenha sido assim quero-lhe dizer que o senhor hoje fez um mau serviço à Cresap e a si próprio".

"Vir à Assembleia contar conversas de natureza particular e secreta é um dos maiores erros que pode fazer a si e que pode fazer à Cresap", sentenciou o deputado socialista.

Teresa Leal Coelho, presidente da comissão parlamentar, tomou então a palavra para insistir na seguinte ideia: a forma de escolha do presidente da Cresap foi na altura divulgada publicamente, não constituindo propriamente um segredo. "Pode não ter sido maciçamente divulgado mas foi público", reiterou.

Uma intervenção que levou a um protesto de Ascenso Simões, que acabou por pedir a palavra em "defesa da honra".

João Bilhim, por seu lado, referiu de forma clara que nunca aceitaria o cargo sem a aprovação de António José Seguro porque é militante do PS. "Eu era militante do PS", começou por referir, salientando que nunca votou no PSD e no CDS. "Não poderia de maneira nenhuma aceitar este cargo se o meu secretário-geral não me dissesse alguma coisa", argumentou, sugerindo que isso seria "traição".


cotacao Eu era militante do PS. Não poderia de maneira nenhuma aceitar este cargo se o meu secretário-geral não me dissesse alguma coisa. João Bilhim Ex-presidente da Cresap

Cresap não despartidarizou, reconhece
 
Passos Coelho afirmou no passado que era necessário despartidarizar a administração pública e foi neste contexto que criou a Cresap, a comissão destinada a seleccionar os três finalistas a um cargo de direcção superior no Estado. Mas a lei definiu que a palavra final na escolha cabe aos ministros e a prática mostrou que pelo menos nalguns casos, como o da Segurança Social, a despartidarização foi nula.

Durante a audição, Bilhim reconheceu que a Cresap não conseguiu despartidarizar a administração pública, mas acrescentou que é importante ter um "selo de qualidade" quanto ao mérito dos candidatos escolhidos.

"Contribuímos pelo menos para evitar que aqueles que não tinham mérito não fossem nomeados", referiu, citando os casos dos gestores públicos afastados por influência da Cresap.

O antigo presidente revelou também que o novo governo está a fazer o mesmo que o anterior: a escolher, após o concurso, os mesmos dirigentes que nomeou meses antes em regime de substituição: "A Cresap não despartidarizou. Mas atenção: não despartidarizou no governo anterior nem vai despartidarizar neste. O que eu já estou a ver das propostas que já enviei é que por norma o Governo nomeia a pessoa que já estava lá em regime de substituição", disse.

PS defende escolha de mais dirigentes sem concurso

O que vai então acontecer à Cresap? Durante a audição, Ascenso Simões defendeu que há cargos de "natureza política" que devem escapar a concursos.

"Temos de separar nomeações de natureza política de cargos que podem merecer uma apreciação e um concurso por parte da Cresap", concretizou o deputado do PS. Os cargos das administrações públicas "não são todos iguais", disse.

Actualizado às 11:51 com mais informações



 





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mais votado jmsm2 Há 3 semanas

E andam os nossos impostos, a ser gastos nesta garotada.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Ahahah eles pensavam que homem tinha sido lá posto ,pela PAF , e afinal saiu-lhes o tiro pela culatra , este senhor é socialista e foi lá posto também por José Antonio Seguro.Este governo é uma autentica trapalhada , nunca Portugal teve um governo assim tão mau.

PAÌS PODRE Há 3 semanas

Aqui está a prova de que isto da política é um folclore, que o tal "secretismo" (influências, maçonarias e FILHOS da P'UTA afins) roubam e dispõem do que é de todos a seu bel prazer... depois dizem para os melhores não emigrarem

Anónimo Há 3 semanas


FP SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

Por que razão o cálculo da pensão da sua CGA era mais generoso do que o cálculo da pensão do regime geral?

Porquê?

Por que razão uns tinham reforma de filhos e outros reforma de enteados?

Esta discrepância logo à partida é que é razão para indignação, meu caro amigo.

A equiparação prometida é da mais elementar justiça.

Por que razão trabalha V. Exa. menos 5 horas semanais do que os trabalhadores dos sectores privados?

Pior: além de trabalhar menos horas, ainda tem direito a mais dias de férias.

Porquê?

Que razões podem justificar estes privilégios injustificáveis?

Que aritmética laboral pode justificar esta diferença entre V. Exa. e a restante população?

Que equidade pode existir aqui?

Resposta de CalateBurroa Anónimo Há 3 semanas

Eu também gostava de ser um privilegiado tipo Durão Barroso, ou Paulo Portas. Ou mesmo como António Mexia ou Catroga.
PENSAR EM GRANDE SEMPRE!

Anónimo Há 3 semanas



PS . BE . PCP - são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.


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