Emprego Desempregados nos centros de emprego em mínimos de nove anos

Desempregados nos centros de emprego em mínimos de nove anos

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 17,5% em Outubro, face a igual mês de 2016, para 404.564 pessoas, e 1,5% face ao mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo IEFP.
Desempregados nos centros de emprego em mínimos de nove anos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 21 de novembro de 2017 às 11:51
De acordo com os dados disponíveis na página do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), e mantendo a tendência dos meses anteriores, é preciso recuar até Outubro de 2008, para encontrar um número mais baixo do que o observado no mês em análise.

Para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2016, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para os homens (com menos 20%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (menos 17%), os inscritos há menos de um ano (menos 19%), os que procuravam novo emprego (menos 18%) e os que possuem como habilitação escolar o primeiro ciclo do ensino básico (menos 20%).

Segundo o IEFP, o desemprego afectava em Outubro 47.979 jovens, o que representa uma redução homóloga de 21,1% (menos 12.804 jovens), embora tenha aumentado em termos mensais (com uma subida de 1,3%, o correspondente a mais 625 jovens).

Já o número de desempregados de longa duração foi de 199.869 no mês de Outubro, ficando abaixo dos 200 mil pela primeira vez desde o início de 2011, diminuindo 16,4% em relação ao mês homólogo (menos 39.116 pessoas) e 2,7% em termos mensais (menos 5.456 pessoas).

A nível regional, comparando com o mês de Outubro de 2016, o desemprego diminuiu em todas as regiões, destacando-se o Algarve com a descida percentual mais acentuada (-27,3%).

No que respeita à actividade económica de origem do desemprego, dos 334.666 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, 69,4% tinham trabalhado em actividades do sector dos serviços, 24,6% eram provenientes da indústria e 4,7% do sector agrícola.

O desemprego diminuiu nos três sectores de actividade económica face ao mês homólogo de 2016.



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O turismo está a disparar em muitas regiões do mundo. É um fenómeno mundial. A economia não é feita apenas do sector turístico, e o importante aqui é saber que outros sectores podem criar valor de modo sustentável na economia para além do turismo que tem crescido um pouco por toda a parte de forma considerável por causa de novas tendências, gostos, hábitos, preferências, expectativas e necessidades dos agentes económicos que compõem o mercado turístico. É que as modas no turismo também acabam de um dia para o outro e mudam-se para outro lado. E no fim? O que fica disso? Que valor pode criar Portugal sem tanto turismo no futuro?

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Digam lá qual a "labor force participation rate". Nos EUA está em níveis mínimos só comparáveis aos da década de 1970. Se analisarmos por género, o indicador está no nível mínimo absoluto para o género masculino desde pelo menos o registo oficial referente a 1948. Em Portugal será diferente?

Anónimo Há 3 semanas

Poortugal, país de turismo.

Anónimo Há 3 semanas

O turismo está a disparar em muitas regiões do mundo. É um fenómeno mundial. A economia não é feita apenas do sector turístico, e o importante aqui é saber que outros sectores podem criar valor de modo sustentável na economia para além do turismo que tem crescido um pouco por toda a parte de forma considerável por causa de novas tendências, gostos, hábitos, preferências, expectativas e necessidades dos agentes económicos que compõem o mercado turístico. É que as modas no turismo também acabam de um dia para o outro e mudam-se para outro lado. E no fim? O que fica disso? Que valor pode criar Portugal sem tanto turismo no futuro?

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