Zona Euro Desemprego em Espanha cai para mínimos de 2009

Desemprego em Espanha cai para mínimos de 2009

Em Maio, o número de desempregados em Espanha caiu 112 mil, o que coloca a taxa de desemprego do país nos 17,8%, o valor mais baixo desde 2009.
Desemprego em Espanha cai para mínimos de 2009
Reuters
Negócios 02 de junho de 2017 às 09:14

Segundo os dados oficiais, o número de pessoas inscritas nos centros de emprego espanhóis recuou 111,9 mil, depois de já ter caído 129 mil em Abril. Há agora 3,46 milhões de desempregados no país, o valor mais baixo em oito anos. Ao mesmo tempo, a criação de emprego acelera para um ritmo inédito desde a crise financeira.

O El País escreve que o comportamento do emprego está a superar 2015, que já tinha sido o melhor ano para o mercado de trabalho desde que Espanha começou a recuperar da crise. É necessário recuar até 2005 para encontrar aumentos mais significativos da população empregada, que mesmo nessa altura se deveram a medidas de legalização de imigrantes aprovadas por José Luis Zapatero, que tiraram muito emprego da informalidade.

A hotelaria parece ser o sector mais dinâmico nos últimos anos. Só no mês passado, o emprego neste ramo de actividade aumentou em 65,4 mil postos de trabalho.

A economia espanhola tem dado sinais positivos nos últimos trimestres, tendo continuado a crescer acima da média da Zona Euro no arranque de 2017. As previsões apontam para um aumento de 2,8% do PIB na totalidade do ano.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 02.06.2017

É fruto de uma maior flexibilização do mercado e das regras laborais em Espanha. Assim bem como de uma série de reformas fiscais, administrativas e do sector financeiro que dinamizaram o mercado de capitais e o ecossistema empresarial naquele país ibérico, orientando-os para as necessidades do mercado global, o investimento e a inovação.

comentários mais recentes
Anónimo 02.06.2017

Alguém gostaria de ter que ficar colado como cliente ao mesmo banco, à mesma operadora de telecomunicações, ao mesmo fornecedor de energia, ao mesmo cabeleireiro, ao mesmo supermercado ou ao mesmo concessionário automóvel durante a vida toda ou mesmo por uma série de anos? Quem presta serviço não pode exigir períodos de fidelização extensos pois isso vai obrigar a que o pagador requerente do serviço não possa mudar para tecnologias mais avançadas, propostas mais adequadas às suas necessidades e soluções mais económicas oferecidas pelo mercado concorrencial. Os consumidores, os accionistas e os contribuintes percebem facilmente todas as implicações relacionadas com estes actos. Quando é que os sindicalistas atingirão o mesmo estado de discernimento e honestidade intelectual e deixarão que o mercado tendencialmente aberto, livre e concorrencial possa funcionar de modo a desbloquear de uma vez por todas toda a criação de valor que a economia portuguesa pode efectivamente alcançar?

Antonio 02.06.2017

Pois é,em Portugal a criação de emprego e baixa do desemprego,não são grandes resultados porque tem a ver com o turismo, em Espanha lesse na noticia que a maior parte da criação de emprego tem a ver com o turismo,mas os pafiosos dizem que tem a ver com a legislação laboral e outras coisas que tais.

Anónimo 02.06.2017

É fruto de uma maior flexibilização do mercado e das regras laborais em Espanha. Assim bem como de uma série de reformas fiscais, administrativas e do sector financeiro que dinamizaram o mercado de capitais e o ecossistema empresarial naquele país ibérico, orientando-os para as necessidades do mercado global, o investimento e a inovação.

Anónimo 02.06.2017

O crescimento do Emprego em Espanha é sustentado. Em Espanha não se olha para o número de desempregados, olha-se sim para o número de pessoas a trabalhar.
Em Portugal a descida do desemprego é feita com dinheiro da UE para pagar cursos. O número de pessoas a trabalhar cada vez é menor! OLHEM!

ver mais comentários
pub