Emprego Desemprego em Novembro terá recuado para 8,2%

Desemprego em Novembro terá recuado para 8,2%

A primeira estimativa do INE para o penúltimo mês do ano aponta para um novo recuo na taxa de desemprego, de 8,4% em Outubro para 8,2% em Novembro, o que será o menor valor desde Dezembro de 2004.
Desemprego em Novembro terá recuado para 8,2%
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Peres Jorge 08 de janeiro de 2018 às 11:14

Em Novembro a taxa de desemprego em Portugal terá caído para 8,2%, aponta a primeira estimativa do INE, divulgada segunda-feira, dia 8 de Janeiro. Trata-se de um recuo face aos 8,4% agora medidos para Outubro, um valor que foi revisto em baixa em 0,1 pontos face à primeira estimativa. 

"A estimativa provisória da taxa de desemprego de Novembro de 2017 foi de 8,2%. Neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 424,2 mil pessoas e a da população empregada foi de 4.745,1 mil pessoas", lê-se na nota do INE enviada à imprensa.


A confirmar-se o valor do penúltimo mês de 2017 (será reavaliado em Fevereiro), esta será a menor taxa de desemprego em Portugal desde Dezembro de 2004. Os 8,4% de Outubro já são o menor desde Fevereiro de 2005, diz o INE.

"A taxa de desemprego de Outubro de 2017 situou-se em 8,4%, menos 0,1 pontos percentuais (pontos percentuais) do que no mês anterior e menos 0,5 pontos percentuais em relação a três meses antes", continua a mesma nota, onde se dá conta que "aquele valor representa uma revisão de menos 0,1 pontos percentuais face à estimativa provisória divulgada há um mês e ter-se-á de recuar até Fevereiro de 2005 para encontrar uma taxa tão baixa quanto esta".

A população desempregada para Outubro "foi estimada em 435,0 mil pessoas, tendo diminuído 1,1% em relação ao mês precedente (menos 4,6 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4 730,7 mil pessoas, tendo aumentado 0,3% (mais 12,1 mil pessoas) face" a Setembro.

A confirmarem-se os valores de Novembro, num mês, o emprego terá crescido em 14,4 mil postos de trabalho (0,3%) e o número de desempregados terá recuado em 10,8 mil (-2,5%), mostram os dados do instituto.

"Em Novembro de 2017, a estimativa provisória da população empregada foi de 4 745,1 mil pessoas, tendo aumentado 0,3% (14,4 mil) face ao mês anterior (Outubro de 2017) e 0,7% (33,3 mil) em relação a três meses antes (agosto de 2017)", detalha a nota do INE, que acrescenta para esse mês "a estimativa provisória da população desempregada foi de 424,2 mil pessoas, tendo diminuído 2,5% (10,8 mil) em relação ao mês anterior (Outubro de 2017) e 6,1% (27,3 mil) face ao observado três meses antes (Agosto de 2017)".

Mulheres com melhor desempenho

Por grupos populacionais, as mulheres tiveram um mês melhor que os homens, beneficiando de mais empregos criados (12,9 mil contra 1,5 mil dos homens) e de um recuo maior no desemprego (menos 10,1 mil, contra uma estabilização nos homens).

 

"Ainda em Novembro de 2017, e em relação ao mês anterior, a população empregada aumentou em todos os grupos em análise: mulheres (0,6%; 12,9 mil); adultos (25 a 74 anos) (0,2%; 10,8 mil); jovens (15 a 24 anos) (1,2%; 3,5 mil); e homens (0,1%; 1,5 mil)", detalha o instituto. No que diz respeito ao desemprego, "a população desempregada diminuiu para as mulheres (4,4%; 10,1 mil), os adultos (2,2%; 7,5 mil) e os jovens (3,5%; 3,2 mil)", enquanto "a população desempregada de homens manteve-se praticamente inalterada".

Apesar do melhor desempenho mensal, as mulheres continuam em pior situação no mercado de trabalho: em Novembro, a taxa de emprego continuou a ser menor (57,1%, contra 65,2% dos homens) e a taxa de desemprego maior (8,6% contra 7,8% dos homens).

 

"A taxa de emprego dos homens (65,2%) excedeu a das mulheres (57,1%) em 8,1 pontos percentuais. Em relação ao mês anterior, a primeira aumentou 0,1 pontos percentuais e a segunda 0,3 pontos percentuais", estima o INE, que acrescenta que "a taxa de desemprego das mulheres (8,6%) excedeu a dos homens (7,8%) em 0,8 pontos percentuais. Ambas as taxas diminuíram em relação ao mês anterior, a primeira [a das mulheres] em 0,4 pontos percentuais e a segunda em 0,1 pontos percentuais".




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