Emprego Desemprego em Portugal desce mais do que na Zona Euro

Desemprego em Portugal desce mais do que na Zona Euro

Em Setembro, a taxa de desemprego desceu uma décima na Zona Euro, estando agora abaixo dos 9%. Em Portugal, baixou mais rapidamente, para 8,6%. Mas a taxa de desemprego jovem sobe e contraria a tendência.
Desemprego em Portugal desce mais do que na Zona Euro
Bruno Simão/Negócios
Catarina Almeida Pereira 31 de outubro de 2017 às 10:12

A taxa de desemprego em Portugal desceu mais rapidamente em Setembro, situando-se agora três décimas abaixo do que foi registado nos países da moeda única. Mas a taxa de desemprego jovem contraria esta tendência e está a aumentar pelo segundo mês consecutivo.

A informação divulgada esta terça-feira pelo Eurostat aponta para uma taxa de desemprego de 8,9% na Zona Euro, em Setembro, uma décima abaixo dos 9% registados em Agosto e um ponto percentual abaixo do que era registado há um ano. Trata-se da taxa mais baixa desde Janeiro de 2009.

Em Portugal, a descida foi de três décimas face ao mês anterior e de 2,3 pontos percentuais face ao que era registado há um ano.

Apesar de Portugal ter já há vários meses uma taxa mais baixa do que na Zona Euro, esta continua acima da que é registada na União Europeia. Os dados mostram que continua a ser a oitava mais elevada dos 28 países comparados pelo Eurostat.

Em Setembro, as taxas mais baixas foram registadas na República Checa (2,7%), na Alemanha (3,6%) e em Malta (4,1%). As mais altas foram observadas na Grécia (21%) e em Espanha (16,7%).

A taxa de desemprego em Portugal, que é ajustada de factores sazonais, tem por base a estimativa de 442 mil pessoas à procura de trabalho, menos 115 mil do que há um ano.

Desemprego jovem sobe e contraria tendência europeia

Destas, 96 têm menos de 25 anos, o que eleva a taxa de desemprego jovem para 25,7%.

Tal como já tinha revelado o INE, trata-se de uma subida pelo segundo mês consecutivo.

Esta evolução contraria a tendência da Zona Euro e da União Europeia, onde a taxa de desemprego jovem continua a cair para valores muito mais baixos: 18,7% e 16,6%, respectivamente.




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