Mercado de Trabalho Desemprego fecha 2017 nos 8,1%

Desemprego fecha 2017 nos 8,1%

O ano passado terminou com uma taxa de desemprego de 8,1% no quarto trimestre, mostram os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor representa uma quebra de 2,4 pontos percentuais face ao mesmo período de 2016.
Desemprego fecha 2017 nos 8,1%
Bruno Simão/Negócios
Nuno Aguiar 07 de fevereiro de 2018 às 11:05
(Nota prévia: há alguns meses que surgem nas notícias valores diferentes para o desemprego, que podem deixar os leitores confusos. Isso explica-se porque o INE publica duas "taxas de desemprego" diferentes. Uma mensal e outra trimestral. Os dois valores têm diferenças metodológicas e, no caso do segundo, nunca são ajustados à sazonalidade.)

A trajectória de descida da taxa de desemprego manteve-se no último trimestre de 2017, com uma diminuição de 0,4 pontos percentuais face ao trimestre anterior e de 2,4 pontos face ao mesmo período de 2016. O desemprego médio de 2017 fixou-se assim em 8,9%.

"A população desempregada, estimada em 422 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 4,9% (menos 22 mil), prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o 2.º trimestre de 2016. Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 22,3% (menos 121,2 mil), a maior desde o 3.º trimestre de 2013", pode ler-se no destaque do INE. O instituto explica que a queda do número de desempregados foi especialmente sentida entre os homens, as pessoas com mais de 45 anos e com escolarização básica. 

Do lado do emprego, observou-se um reforço homólogo de 161 mil postos de trabalho, especialmente sentido no sector dos serviços, com mais 119 mil pessoas (o INE sublinha que um terço desse aumento veio do comércio, restauração e hotelaria. 

Há alguns dias, o INE já tinha divulgado a estimativa provisória da taxa de desemprego mensal de Dezembro. Os valores trimestrais divulgados hoje abrangem também esse mês, mas não são comparáveis, uma vez que envolvem metodologias diferentes. 

Lisboa compensa agravamento no Algarve

Embora a taxa de desemprego tenha caído a nível nacional, tem todas as regiões apresentaram o mesmo comportamento. No Algarve, por exemplo, onde o mercado de trabalho tem uma forte componente sazonal, o desemprego agravou-se de 5,2% para 7,3% entre o terceiro e o quarto trimestre do ano passado. No Alentejo também se observou um aumento de 7,4% para 8,4%, assim como nos Açores, ainda que mais ligeiro (de 8,2% para 8,3%).

Esses agravamentos foram compensados pelo alívio sentido na Madeira, no Centro - onde o desemprego recuou de 6,8% para 5,9% - e especialmente na Área Metropolitana de Lisboa, com uma queda de 9,4% para 8,2%.

(Notícia em actualização)



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comentários mais recentes
antonio Há 2 semanas

Os aziados por aqui vão carpindo mágoas, dizendo coisas sem sentido...
Se o ridículo matasse, já aqui não andavam há muito tempo.
Mas, pelo menos assim, a gente vai-se divertindo com o "desespero" deles. E, pelos vistos, a situação está para durar.

Anónimo Há 2 semanas

Só o direito ao segundo mandato? Está se a preparar para um quarto ou quinto porque, como as coisas com estão, brevemente deixará de haver eleições. costa será o pau-mandado, Katy pm, armónio ministro do trabalho, nogeira da educação e mortégua das finanças. jericómio será senador da nação. Paga Zé

Camponio da beira Há 2 semanas

As pessoas agora são obrigadas a fazer cursos de tudo e mais alguma coisa(para fazer baixar o desemprego).Imagine-se, conduzo tractor desde os 14 anos, tenho na minha carta de condução 14 categorias averbadas, e disseram-se para ir frequentar um curso de tractoristas.Só se for para dar formação....

Anónimo Há 2 semanas

Este Governo conquistou o direito ao segundo mandato!

Afinal havia alternativa.

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