Emprego Desemprego na Alemanha atinge novo mínimo de 5,7%

Desemprego na Alemanha atinge novo mínimo de 5,7%

A taxa de desemprego na Alemanha caiu de 5,8%, em Abril, para 5,7%, em Maio. "Em linha com as boas condições económicas, o mercado de trabalho continua a desenvolver-se de forma favorável", diz a Agência Federal do Trabalho.
Desemprego na Alemanha atinge novo mínimo de 5,7%
Rita Faria 31 de maio de 2017 às 09:45

A taxa de desemprego na maior economia da Europa atingiu um no mínimo histórico este mês. Segundo os dados revelados esta quarta-feira, 31 de Maio, pela Agência Federal do Trabalho, a taxa de desemprego na Alemanha desceu de 5,8%, em Abril, para 5,7%, em Maio, um valor que corresponde a um novo mínimo.

Os números confirmam o bom desempenho do "motor" europeu que, no primeiro trimestre deste ano, cresceu 0,6%, graças à forte procura interna e à recuperação do comércio global.  

"Em linha com as boas condições económicas, o mercado de trabalho continua a desenvolver-se de forma favorável", afirma o director da Agência Federal no comunicado, citado pela Bloomberg. "O número de desempregados estendeu o seu declínio em Maio e o emprego voltou a crescer a um ritmo robusto".

O banco central da Alemanha – o Bundesbank – espera que a economia continue a ter um bom desempenho nos próximos meses, reforçando o emprego e os gastos privados.

Os números do desemprego são conhecidos um dia depois de ter sido revelado que a taxa de inflação na Alemanha desceu de 2%, em Abril, para 1,4% em Maio, uma queda superior ao esperado.

Esta quarta-feira serão divulgados os números do desemprego e inflação na Zona Euro. 




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mais votado Anónimo 31.05.2017

Por causa da flexibilidade laboral. Em países como a Alemanha o mercado laboral goza de bastante flexibilidade. Por isso as suas economias são mais ricas e as suas sociedades mais justas. Tomem-se como exemplo a Siemens ("Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals"), a Volkswagen ("VW to cut 3,000 office jobs in Germany by end 2017"), os caminhos de ferro Deutsche Bahn ("According to the plans about 5,000 jobs could go in the freight division alone. The state-owned company is working with consultancy McKinsey on the plans which are due to be finished by December and agreed by the supervisory board."), o Deutsche Bank ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs") e tantos outros nomes sonantes e menos sonantes do mundo das organizações germânico. Isto mostra-nos a importância de deixar funcionar os mercados de factores produtivos e de bens e serviços nas economias.

comentários mais recentes
Anónimo 31.05.2017

A melhor maneira de poupar sem perder qualidade do serviço, é investindo em capital com elevada incorporação de tecnologia que poupe em factor trabalho e eleve a produtividade para outro patamar. Os nórdicos sabem disso, os britânicos sabem disso, os norte-americanos sabem disso, os australianos e neozelandeses sabem disso. Em Portugal isso é impossível porque a legislação afirma que não se pode despedir excedentários. Paga Zé.

Anónimo 31.05.2017

A solução é flexibilização do mercado laboral, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal, e Estado de Bem-Estar Social, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal porque o Estado de Bem-Estar Social português é só para uma parte da população e por isso temos uma Função Pública (e agora também um sector bancário) de Bem-Estar Social, mas não um Estado. Para a sustentabilidade dos Estados, a competitividade das economias e a equidade das sociedades do mundo desenvolvido, os custos do excedentarismo e da blindagem anti-mercado que o garante e perpétua são incomensuravelmente maiores do que aquele Estado de Bem-Estar Social universal num mercado efectivamente concorrencial e flexível.

Anónimo 31.05.2017

Por causa da flexibilidade laboral. Em países como a Alemanha o mercado laboral goza de bastante flexibilidade. Por isso as suas economias são mais ricas e as suas sociedades mais justas. Tomem-se como exemplo a Siemens ("Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals"), a Volkswagen ("VW to cut 3,000 office jobs in Germany by end 2017"), os caminhos de ferro Deutsche Bahn ("According to the plans about 5,000 jobs could go in the freight division alone. The state-owned company is working with consultancy McKinsey on the plans which are due to be finished by December and agreed by the supervisory board."), o Deutsche Bank ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs") e tantos outros nomes sonantes e menos sonantes do mundo das organizações germânico. Isto mostra-nos a importância de deixar funcionar os mercados de factores produtivos e de bens e serviços nas economias.

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