Zona Euro Desemprego na Alemanha atinge novo mínimo histórico em Janeiro

Desemprego na Alemanha atinge novo mínimo histórico em Janeiro

A taxa de desemprego na Alemanha iniciou 2018 a recuar para um novo mínimo histórico: 5,4%. O número de pessoas sem trabalho caiu mais do que o esperado. O aumento da procura mundial ajuda a explicar redução do desemprego.
Desemprego na Alemanha atinge novo mínimo histórico em Janeiro
Michele Tantussi
Negócios 31 de janeiro de 2018 às 11:26

O desemprego na Alemanha continua em queda e atingiu um novo mínimo histórico. Depois de, em Dezembro, a taxa de desemprego da maior economia da área do euro ter caído para 5,5%, em Janeiro a taxa de desemprego desceu um pouco mais: recuou para 5,4%, um novo mínimo, indicam os dados oficiais publicados esta manhã pela Agência Federal do Trabalho e citados pela Bloomberg.

O número de pessoas sem emprego caiu – ajustados ao efeito da sazonalidade – em 25 mil para um total de 2.415 milhões de desempregados. Os economistas consultados pela agência de informação anteviam uma queda de 17 mil pessoas.

A forte procura mundial por bens,bem como o consumo interno, têm suportado a evolução económica da Alemanha, o que poder ajudar a explicar a queda do desemprego na maior economia da área da união monetária. A actividade produtiva da Alemanha está próxima do valor mais elevado em dois anos e as encomendas estão também a crescer o que faz, assim, com que as companhias precisem de aumentar o recrutamento.

Os dados revelados este mês, indicam que a economia alemã cresceu 2,2% em 2017, o que representa o ritmo de expansão mais forte em seis anos. Os economistas apontavam para um crescimento de 2,3%, depois de o PIB ter crescido 1,9% em 2016. De acordo com os dados apresentados instituto de estatística alemão, o investimento cresceu 3,5%, o consumo das famílias aumentou 2% e os gastos públicos subiram 1,4%. As exportações continuam a ser um dos principais motores da maior economia europeia, com um crescimento de 4,7%. As importações aumentaram 5,2%.

O banco central da Alemanha, o Bundesbank, acredita que a economia vai, este ano, registar o maior crescimento dos últimos sete. 




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mais votado Anónimo 31.01.2018

O trabalho por si só, em particular o assalariado, já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho com procura no mercado de trabalho, os agentes económicos, especialmente quanto mais desenvolvida for a economia onde residem, obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através dos lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros (que podem ser negativos), que constituem cada um deles o objecto do seu respectivo mercado. A economia alemã desenvolve e produz tudo aquilo que é necessário para que esta revolução onde o factor trabalho será substituído a elevada taxa por factor capital se dê em todo o mundo. É natural que viva em pleno emprego nesta transição. Muitos ganhos sob a forma de lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros terá depois.

comentários mais recentes
Anónimo 31.01.2018

Há ainda muitos milhoes de árabes, paquistaneses, indianos e africanos a querer ir para a Alemanha.. nao há problema.
A Alemanha é que deixa de ser alemã .. nao há problema.

Anónimo 31.01.2018

O trabalho por si só, em particular o assalariado, já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho com procura no mercado de trabalho, os agentes económicos, especialmente quanto mais desenvolvida for a economia onde residem, obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através dos lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros (que podem ser negativos), que constituem cada um deles o objecto do seu respectivo mercado. A economia alemã desenvolve e produz tudo aquilo que é necessário para que esta revolução onde o factor trabalho será substituído a elevada taxa por factor capital se dê em todo o mundo. É natural que viva em pleno emprego nesta transição. Muitos ganhos sob a forma de lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros terá depois.

Mr.Tuga 31.01.2018

MÉRITO do Antoine Bosta e do Ronaldo Centeneiro, claro!!!!!!!!!!!

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