Emprego Desemprego na Alemanha volta a recuar

Desemprego na Alemanha volta a recuar

Num mês, o número de desempregados reduziu-se em cinco mil, abaixo dos seis mil esperados pelos analistas sondados pela Bloomberg. A taxa mantém-se nos 5,7%.
Desemprego na Alemanha volta a recuar
Paulo Zacarias Gomes 31 de agosto de 2017 às 08:53

A taxa de desemprego na maior economia europeia prolongou a tendência de queda em Julho, com menos cinco mil pessoas sem emprego, levando o número total para 2,53 milhões e mantendo a taxa de desemprego em 5,7%, no valor mais baixo desde a reunificação das Alemanhas. 

Os dados foram divulgados esta quinta-feira pela Agência Federal do Trabalho, tendo a saída de pessoas da situação de desemprego ficado abaixo do esperado por analistas sondados pela Bloomberg, que esperavam que seis mil pessoas tivessem deixado de estar desempregadas.

"O mercado de trabalho continua a desenvolver-se favoravelmente. O crescimento forte do emprego continua e a procura da empresa por novos empregados continua a ser elevada," disse o presidente da agência, Detlef Scheele.

Elementos que surgem a menos de um mês das eleições na Alemanha, em que a actual chanceler Angela Merkel é recandidata a um novo mandato.

Inquérito à força de trabalho já denotava descida

Horas antes, o instituto estatístico Destatis tinha divulgado também elementos sobre o mercado de trabalho, neste caso no âmbito do inquérito à força de trabalho.

Neste caso, o valor divulgado esta quinta-feira, 31 de Agosto, mostra uma taxa de pessoas sem emprego de 3,7%, uma queda de 0,1 pontos percentuais em relação aos 3,8% registados um mês antes. O dado fica abaixo do que tinha sido verificado há um ano em Julho, de 4,2%.

Num ano, de acordo com o mesmo gabinete estatístico, o número de pessoas empregadas aumentou em 688 mil (ou 1,6%), para os 44,2 milhões segundo os dados do Destatis, confirmando uma subida sempre superior a 1,5% em todos os meses de 2017 em relação aos períodos homólogos de 2016.

Já o número de desempregados cifrou-se em 1,5 milhões, menos 263 mil pessoas que há um ano.

(Notícia actualizada às 9:56 com dados da Agência Federal do Trabalho entretanto divulgados)




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mais votado Anónimo 31.08.2017

Portugal precisa de governos capazes de fazer o que Macron promete fazer ("Ingressaremos gradualmente numa época em que ter um emprego vitalício baseado em tarefas que não são justificadas será cada vez menos sustentável - na verdade já estamos lá." - Emmanuel Macron) e Schäuble afirma que Schröder já fez na Alemanha ("Alemanha e a França estavam praticamente ao mesmo nível em termos de performance económica em 2003, antes de o antigo chanceler Gerhard Schröder ter implementado uma reforma na área laboral." - Wolfgang Schäuble).

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Mr.Tuga 31.08.2017

Tudo graças ao Toine Bosta e aos xuxas geringonços, claro!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo 31.08.2017

Mais uma vez se comprova que a solução é flexibilização do mercado laboral, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal, e Estado de Bem-Estar Social, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal porque o Estado de Bem-Estar Social português é só para uma parte da população e por isso temos uma Função Pública (e agora também um sector bancário) de Bem-Estar Social, mas não um Estado. Para a sustentabilidade dos Estados, a competitividade das economias e a equidade das sociedades do mundo desenvolvido, os custos do excedentarismo e da blindagem anti-mercado que o garante e perpétua são incomensuravelmente maiores do que aquele Estado de Bem-Estar Social universal num mercado efectivamente concorrencial e flexível.

Anónimo 31.08.2017

Em países como a Alemanha o mercado laboral goza de bastante flexibilidade. Por isso as suas economias são mais ricas e as suas sociedades mais justas. Tomem-se como exemplo a Siemens ("Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals"), a Volkswagen ("VW to cut 3,000 office jobs in Germany by end 2017"), os caminhos de ferro Deutsche Bahn ("According to the plans about 5,000 jobs could go in the freight division alone. The state-owned company is working with consultancy McKinsey on the plans which are due to be finished by December and agreed by the supervisory board."), o Deutsche Bank ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs") e tantos outros nomes sonantes e menos sonantes do mundo das organizações germânico. Isto mostra-nos a importância de deixar funcionar os mercados de factores produtivos e de bens e serviços nas economias.

Anónimo 31.08.2017

Numa das suas rondas de despedimento de colaboradores excedentários, o Deutsche Bank em reestruturação decidiu fechar 200 agências só na Alemanha e despedir também naquele país 4000 excedentários. A nível internacional os números do encerramento de agências e do despedimento de colaboradores excedentários foram ainda mais elevados, obviamente - 35 mil postos de trabalho cortados em 2 anos, entre 2015 e 2017. ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs" http://money.cnn.com/2015/10/29/investing/deutsche-bank-job-losses/).

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