Empresas DIAP investiga viagens pagas pela Nos, Huawei e Oracle

DIAP investiga viagens pagas pela Nos, Huawei e Oracle

O Ministério Público está a investigar as viagens à China que foram pagas pela operadora de telecomunicações Nos e a Huawei. A par disso, está a recolher dados sobre deslocações que terão sido pagas pela Oracle.
DIAP investiga viagens pagas pela Nos, Huawei e Oracle
Bruno Simão
Negócios 29 de agosto de 2017 às 12:08

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa está a investigar as viagens à China, que foram pagas pela operadora de telecomunicações Nos. A notícia está a ser avançada pelo jornal Eco. Além da Nos, a Huawei e a Oracle também estão na mira do Ministério Público. Relativamente a esta última, o Público adianta que o DIAP está a "recolher elementos" sobre viagens que terão sido pagas por esta empresa.

Quanto às viagens pagas pela Nos, o Eco perguntou à Procuradoria-Geral da República se os quadros do Ministério da Saúde que foram à China também iam ser alvo do inquérito que foi aberto este mês. Em resposta, a PGR afirmou que "procedeu à recolha de elementos e decidiu enviá-los ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa com vista a investigação".

Em 2015, avançou o Expresso este fim-de-semana, cinco altos quadros do Ministério da Saúde e outro da Autoridade Tributária viajaram até à China (este último noutra altura) pagos por uma empresa associada da Huawei. Ontem o jornal Eco, dizia que essa empresa foi a Nos.

A confirmação chegou ao fim da noite. Num comunicado enviado à Lusa, a Nos "confirma que, em Junho de 2015, colaboradores da empresa participaram numa viagem de trabalho a Zhang Zhou e Shenzehen, que teve como único objectivo partilhar com os participantes conhecimento e melhores práticas na área da saúde".

Na nota, a operadora de telecomunicações "confirma também a existência de um pagamento das viagens aéreas da referida visita a um total de 14 pessoas, sendo cinco desses colaboradores da empresa".

Segundo a companhia, "o enquadramento deste pagamento encontra-se ainda a ser apurado", já que as regras internas na operadora "não prevêem a possibilidade da empresa suportar, mesmo que parcialmente, custos de deslocações que não os dos seus próprios colaboradores".

 "Perante isto e face às informações entretanto vindas a público, a Comissão Executiva das Nos prontamente decidiu apurar internamente o enquadramento e detalhe de um eventual envolvimento da empresa na referida viagem", acrescenta-se no comunicado difundido.

Pelo menos seis dirigentes a colocarem os seus lugares à disposição, incluindo um que (ao que se sabe) nem sequer participou nas viagens: o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). De acordo com um comunicado do gabinete do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes registou o gesto, mas prefere esperar pela investigação em curso antes de tomar uma decisão.




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Manuel 29.08.2017

Que palhaçada. Investiguem e vão descobrir que estas empresas não pagaram qualquer viagem. A NOS já confirmou que foram eles a patrocionar a viagem à China e não a Huawei. E com as restantes será igual. Essas empresas multinacionais não pagam prémios, viagens, ou ofertas, a funcionários públicos.

Anónimo 29.08.2017

E vao investigar as viagens que o Santander patrocinou a ex governantes e gente de empresas que fizeram os swaps para ver F1? Alguém quer perguntar ao Santander se alguma vez levou esta gente a Monaco etc?

General Ciresp 29.08.2017

Se a rede fosse um bocada nais larga deixava passar este peixe pequeno por agora e apanhava o peixe graudo:o mirolho pensionario e o colega de partido o galgo de chipe na orelha.Todas as sextas feiras durante anos a fio fazerem TAINAS de 20.000 euros em nome de santos silva pago por todos nos privad

Mr.Tuga 29.08.2017

Os Srs gajos devem estar borradinhos de medo.... Pois dentro de uns ANOS vão saber o que lhes espera....

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