União Europeia Dijsselbloem não quer Londres como centro financeiro para a Zona Euro

Dijsselbloem não quer Londres como centro financeiro para a Zona Euro

O presidente do Eurogrupo explica que o país não vai aceitar ficar vinculado às regras europeias e, por isso, não pode continuar a ser o principal centro financeiro para a Zona Euro.
Dijsselbloem não quer Londres como centro financeiro para a Zona Euro
Reuters
Rita Faria 29 de Novembro de 2016 às 11:51

Jeroen Dijsselbloem defendeu esta terça-feira, 29 de Novembro, que a União Europeia não pode permitir que Londres continue a ser o principal centro financeiro para a Zona Euro depois do Brexit, se o Reino Unido não quiser ficar sujeito às regras financeiras da UE.

Numa comissão do Parlamento Europeu, o presidente do Eurogrupo admitiu não esperar que o Reino Unido aceite ficar vinculado às regras da União Europeia depois de deixar o bloco dos 28. Nesse contexto, a UE teria de assumir uma "postura firme" contra Londres como principal centro financeiro do continente.

"Não podemos permitir que um país terceiro tenha direitos completos de passaporte e acesso aos mercados de serviços financeiros na Europa, se ao mesmo tempo permitimos que ele se desvie, em termos de padrões de capital, requisitos, protecção ao consumidor", afirmou Dijsselbloem, citado pela Reuters.

O presidente do Eurogrupo apela, por isso, a uma "posição firme" nessa matéria. "Não podemos permitir que o centro dos serviços financeiros da Europa e da Zona Euro fique fora da Europa e da Zona Euro e siga o seu próprio caminho em termos de regras e regulamentos, requisitos, etc.", acrescentou. "Temos que assumir uma posição firme em relação a isso. Não há alternativa".

Destacando os fortes laços comerciais do seu próprio país (Holanda) com o Reino Unido, Dijsselbloem avisou que a União Europeia deve estar preparada para tentar atenuar as consequências económicas do Brexit. Até porque a incerteza em torno dos termos da saída vai começar a ter impacto no país, sublinha o também ministro das Finanças da Holanda.

"Digo isto sem qualquer alegria - isto vai começar a ter um impacto sobre a economia britânica, sobre a City, nos próximos anos", antecipou. "Devemos estar totalmente preparados, mas vai ser um período difícil, especialmente para o Reino Unido".

A primeira-ministra britânica Theresa May quer accionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa – que dará início ao processo de saída da UE – até ao final de Março de 2017. No entanto, os termos da retirada do Reino Unido ainda não estão definidos.

Na semana passada, a chefe do Executivo britânico afirmou que prefere negociar uma solução transitória para o Brexit que evite deixar o Reino Unido próximo de um "precipício", aquando da concretização da saída da União Europeia.

  

"Queremos chegar a um acordo que seja o melhor para o Reino Unido e que sirva os melhores interesses das empresas britânicas", afirmou May, citada pela agência Bloomberg.




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comentários mais recentes
Não quer? Há 1 semana

Eu também não quero muita coisa, quem se julga esta gentinha?

Anónimo Há 1 semana

Se a saída da UE vai abalar tão fortemente o Reino Unido....imagina os estragos num país miserável e insignificante como Portugal. Mas há quem defenda a saída da UE, como por exemplo o BE o PCP e outros extremistas de esquerda.

pertinaz Há 1 semana

POIS...

SUBENTENDE-SE QUE A HOLANDA ESTÁ NA PRIMEIRA LINHA, OU ENTÃO O LUXEMBURGO

COM A LOUCURA DOS IMPOSTOS A FRANÇA ESTÁ FORA DA CORRIDA

OS ALEMÃES JÁ TÊM O REGULADOR BCE

OS PARASITAS ALINHAM-SE PARA SACAR MAIS UNS BILIÕES AOS DISTRAÍDOS (PORTUGAL&CIA)

fred Há 1 semana

Se o Djijsssebbobloblosseoem diz que não quer, Londres que se cuide.

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