Política Directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras demite-se

Directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras demite-se

A directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Luísa Maia Gonçalves, apresentou esta quarta-feira a sua demissão antes de Constança Urbano de Sousa a exonerar.
Directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras demite-se
Bruno Simão/Negócios
Negócios com Lusa 04 de outubro de 2017 às 21:10

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, convocou esta quarta-feira, 4 de Outubro, a directora Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Luísa Maia Gonçalves, para uma reunião com o propósito de lhe comunicar a sua intenção de a exonerar, informou o Ministério da tutela em comunicado às redacções.

 

Na sequência dessa convocatória, Luísa Maia Gonçalves apresentou a sua demissão, acrescenta o mesmo documento.

Em reacção, a presidente do Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SINSEF) considerou que esta demissão  era uma situação "esperada e necessária", referindo que o serviço "está em sangue".

 

"Não foi nada que não estivéssemos a aguardar. Quando foi a nomeação desta direcção fomos muito entusiastas, mas o tempo encarregou-se de nos desiludir profundamente, a nós e a todos os funcionários do SEF", disse à Lusa Manuela Niza, presidente do SINSEF.

 

Segundo a sindicalista esta era uma situação "esperada e aguardada". "Houve um arrastar de uma inércia que não de compadece com os dias de hoje, o serviço foi-se desgastando na opinião pública e na forma como se relacionou com os imigrantes e cidadãos estrangeiros", defendeu.

 

Manuela Niza afirmou que quem suceder no cargo vai encontrar um "serviço em sangue" e que vai ter muito trabalho pela frente. "Esta saída era necessária e é necessário também que a próxima direcção não incorra nos mesmos erros. O sindicato tem vindo a alertar a tutela da necessidade de ser alguém de fora, que não tenha uma noção de corporativismo que depois acaba por cair do erro de fazer do SEF uma mera polícia de migração", salientou.

 

A mesma fonte lembrou que a grande missão do SEF é a "parte documental" e quer que o sucessor seja alguém "liberto das teias", considerando que o serviço está exausto.

(notícia actualizada às 22:29)




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