Justiça Discoteca Urban Beach encerrada pela PSP esta madrugada após ordem do MAI  

Discoteca Urban Beach encerrada pela PSP esta madrugada após ordem do MAI  

o Ministério da Administração Interna diz que "determinou o encerramento do estabelecimento K Urban Beach, na sequência dos acontecimentos da madrugada de 1 de Novembro", sendo que a "avaliação assentou igualmente nas 38 queixas efectuadas à PSP sobre este estabelecimento ao longo do ano de 2017.
Discoteca Urban Beach encerrada pela PSP esta madrugada após ordem do MAI  
A notificação do despacho do Ministro da Administração Interna foi feita cerca das 04h30
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 03 de novembro de 2017 às 08:35

As autoridades encerraram a discoteca Urban Beach, em Lisboa, na madrugada de hoje, depois do episódio das agressões a dois jovens junto às instalações daquele estabelecimento de diversão nocturna, disse à Lusa o administrador do espaço.

 

Em declarações à agência Lusa, Paulo Dâmaso disse que o espaço foi encerrado cerca das 03:00 pelas autoridades policiais, por ordem do Ministério da Administração Interna.

 

Numa nota enviada esta manhã, o Ministério da Administração Interna diz que "determinou o encerramento do estabelecimento K Urban Beach, na sequência dos acontecimentos da madrugada de 1 de Novembro", sendo que a "avaliação assentou igualmente nas 38 queixas efectuadas à PSP sobre este estabelecimento ao longo do ano de 2017. 

 

"A notificação do despacho do Ministro da Administração Interna foi feita cerca das 04h30 e o estabelecimento encerrado com a evacuação das pessoas que se encontravam no interior", acrescenta o comunicado, dando conta que "a decisão foi tomada após audição do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa".

 

Paulo Dâmaso acrescentou que a notificação já foi enviada para os advogados da Urban Beach, que estão a analisar o assunto para decidir o que fazer.

 

"Costuma dizer-se que a justiça mais vale ser feita na praça pública e desta vez resultou. Toda a pressão mediática levou a isto", lamentou o administrador.

 

Numa nota emitida ao início da madrugada de hoje, o administrador da Urban Beach repudiou a agressão de dois jovens junto às suas instalações, ocorrida na madrugada de quarta-feira e que envolveu seguranças que prestam serviço na discoteca, e disse que se tratou de um problema de segurança na via pública.

 

No comunicado, a Urban Beach manifesta-se disponível para colaborar nas investigações. O administrador defende ainda que  o crime "tem cara e é visível para todos os que visualizaram o vídeo", ocorreu na via pública e, por isso, é "um problema estritamente de segurança na via pública".

 

O administrador da Urban Beach acrescentou que já entregou o caso aos advogados da Urban Beach, para acionarem "todos os mecanismos legais contra os responsáveis pela ocorrência" e defendeu que os seguranças -- que agrediram os jovens -- são da exclusiva responsabilidade da empresa PSG.

 

Disse ainda que discoteca já tinha contactado a empresa PSG, exigindo a suspensão imediata dos seguranças envolvidos no caso e a instauração de processos disciplinares.

 

O administrador da Urban Beach aproveitou ainda para recordar que já por diversas vezes solicitou "um policiamento efectivo e eficaz nas imediações de todos os seus estabelecimentos de diversão nocturna e volta a insistir no pedido, "a fim de evitar de uma vez por todas futuras situações de insegurança na via pública".

 

"O Grupo K tem uma estrutura de diversão nocturna com trinta anos espalhada por diversas casas de norte a sul do país e a sua imagem está a ser posta em causa por factos que estão perfeitamente identificados de terceiros", conclui o administrador do bar lisboeta.

 

Entretanto, o Ministério Público abriu um inquérito sobre as agressões, investigação que decorre em articulação com a PSP.

 

No vídeo das agressões, divulgado nas redes sociais, é possível ver alegados seguranças do clube nocturno a agredirem violentamente dois homens, que aparentemente estavam indefesos e não demonstravam qualquer resistência.

 

Contactada pela Lusa, a empresa responsável pela segurança naquela discoteca remeteu para mais tarde esclarecimentos




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comentários mais recentes
Boris Há 2 semanas

Se não aparecesse na TV as 38 queixas até poderia chegar a 380. Ficavam todas na gaveta.
Neste país as autoridades andam a reboque da TV, a "apagar fogos". Para que se paga uma estrutura estatal tão cara, com os nossos impostos? Não bastava contratar só jornalistas?

Fechem tb o Galinheiro Há 2 semanas

No galinheiro matam-se adeptos de outros, atiram fogo ,abastecem droga a partir da porta 18 e o ministério publico nada faz e até o General do caixote a mais de explosivos de tancos aparece numa reunião de apoio ao orelhas FARDADO e apoiado por insignes deputados na nacion !

pertinaz Há 2 semanas

JÁ DEVIA TER FECHADO HÁ MAIS TEMPO

LISBOA É O FAROESTE...VENDE-SE DROGA, AGRIDEM-SE JOVENS E DESCRIMINAM-SE CIDADÃOS IMPUNEMENTE

A ESQUERDALHA NÃO PASSA DE UMA ESCUMALHA DE COBARDES...!!!

Anónimo Há 2 semanas

Andam há anos a pedir para emagrecer o estado... porque razão não há polícias nas zonas problemáticas... porque razão há carros parados em segunda fila e não foram rebocados... porque razão não há policiamento em Lisboa e os mitras andam a vender drogas aos turistas como se nada fosse?

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