Conjuntura Dívida pública atinge novo máximo e aproxima-se dos 250 mil milhões

Dívida pública atinge novo máximo e aproxima-se dos 250 mil milhões

A dívida pública portuguesa voltou a crescer em Junho, aumentando 1.800 milhões de euros para 249,1 mil milhões de euros, um novo máximo, de acordo com dados do Banco de Portugal. No acumulado do ano o aumento é de 8 mil milhões de euros, sendo espectável que desça em Julho devido ao reembolso ao FMI.
Dívida pública atinge novo máximo e aproxima-se dos 250 mil milhões
Miguel Baltazar/Negócios

A dívida pública portuguesa voltou a crescer em Junho, aumentando 1.800 milhões de euros para 249,1 mil milhões de euros, um novo máximo de sempre, de acordo com dados do Banco de Portugal.

 

A subida no sexto mês do ano retoma a trajectória de agravamento que se regista este ano e que foi interrompida apenas em Maio, quando desceu mais de 200 milhões face ao anterior recorde de 247,5 mil milhões de euros fixado em Abril.

Comparando com Junho do ano passado, o aumento do valor da dívida pública supera os 9,2 mil milhões de euros. Face ao fecho de 2016, o aumento é de 8 mil milhões de euros.

 

Apesar de Junho ser final de trimestre, o Banco de Portugal não revela o peso da dívida pública no PIB dado que o INE só a 14 de Agosto irá revelar as contas nacionais referentes ao segundo trimestre. No primeiro trimestre o endividamento público estava em 130,5% do PIB, abaixo do recorde de 133,1% fixado no terceiro trimestre do ano passado. O forte crescimento da economia nacional (há economistas a apontar para um crescimento na ordem dos 3%) poderá atenuar o efeito do aumento do valor nominal da dívida.

 

De acordo com a nota do Banco de Portugal, o aumento da dívida reflecte as "emissões líquidas de títulos de 2,9 mil milhões de euros", sendo que em Junho o IGCP concretizou uma emissão de 1,25 mil milhões de euros em dívida de curto prazo e outro tanto na colocação de títulos a cinco e a dez anos.

 

A limitar o aumento da dívida pública esteve a "diminuição de empréstimos de 1,3 mil milhões de euros, essencialmente por via do reembolso antecipado de empréstimos do Fundo Monetário Internacional", no valor de mil milhões de euros.

 
No mês de Julho o Tesouro português efectuou um novo reembolso ao FMI, no montante de 1.750 milhões de euros, pelo que será expectável uma descida da dívida pública no mês passado.

Descontando os depósitos, a dívida em termos líquidos aumentou 1,3 mil milhões de euros para 229,4 mil milhões de euros, o que também represente um máximo de sempre.


(Notícia actualizada às 11:49 com mais informação e gráfico)



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mais votado Anónimo 01.08.2017

Então mas vamos despedir as pessoas assim sem mais nem menos mesmo que elas já não tenham desde há muito qualquer tarefa justificável a cumprir na organização que as emprega e tem remunerado? Claro que não. Aumentem-se os preços, as contribuições e os impostos às "não pessoas" que são os clientes ou utentes da organização e os contribuintes. O nível de vida das pessoas tem que ser salvo e mantido em elevado patamar custe lá o que custar. Haja humanidade. Tenham as pessoas em consideração. As não pessoas que paguem e não bufem.

comentários mais recentes
SALAZAR 02.08.2017

QUEM PENSA QUE PORTUGAL PODE MUDAR COM A ESCUMALHA PS, PSD, CDS QUE EM 40 ANOS DESTRUIU O PAÍS ESTÁ MUITO ENGANADO. FORAM ELES QUE DERAM CABO DELE.

PS- VEJAM LÁ SE DESTA VEZ NÃO CENSURAM O MEU COMENTÁRIO. AO MENOS QUE O 25/4 TENHA SERVIDO PARA ISSO, DADO QUE QUANTO AO RESTO SÓ PIOROU (SAQUE).

Anónimo 02.08.2017

Perante o descalabro que se passa a nível da governação do país,o aumento da dívida não é de estranhar,pois quem tem as rédeas do governo não tem coragem de dizer que há que poupar e fazer uma gestão adequada aos recursos do país.Venha o 4º Resgate e que sejam estes "desgovernantes" a pagar!!

Anónimo 02.08.2017

Ficamos todos ricos, de um momento para o outro, com as multidões de turistas a visitar-nos. O desemprego cai, criando-se postos de trabalho, na base do ordenado mínimo, ou menos. Gastar é a palavra de ordem de quem nos governa e, quando a conjuntura económica, virar de favorável a desfavorável, o que acontece ciclicamente, de mãos atadas à cabeça, iremos por esse mundo fora, como tem sido a nossa sina, pedir aos credores, perdão de dívida!!! Sempre foi assim a nossa sina, com curtíssimos intervalos, o último dos quais entre 1928 e 1974, onde, com rigor governativo, até viramos ricos. Os últimos 40 anos, com os "génios" que para aí "palram" assistiu-se ao mais escandaloso esbanjamento de que há história. Vivemos como ricos e, até parecemos, mas sempre de chapéu estendido à caridade. Aparecendo alguém a pôr ordem na casa, a "turba" instalada ataca com ferocidade.
Bem apoiada por uma comunicação social, minada, ao que parece, também mendiga, impedem o rigor que lhes dá pouco jeito!!!

pertinaz 02.08.2017

AFINAL O DIABO ESTÁ MESMO PERSONIFICADO PELA ESCUMALHA QUE DESGOVERNA PORTUGAL

NEM O PASSOS TINHA ANTECIPADO TAMANHO DESCONTROLO NAS SUAS PREMONIÇÕES DEMONÍACAS...!!!

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