Finanças Públicas Dívida pública sobe para novo recorde e aproxima-se de 250 mil milhões

Dívida pública sobe para novo recorde e aproxima-se de 250 mil milhões

Apesar do novo reembolso ao FMI, a dívida pública voltou a agravar-se em Julho, estando cada vez mais próxima dos 250 mil milhões de euros.  
Dívida pública sobe para novo recorde e aproxima-se de 250 mil milhões
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 01 de setembro de 2017 às 11:14

A dívida pública portuguesa, na óptica de Maastricht, agravou-se ligeiramente em Julho, face ao mês anterior, mas o suficiente para fixar um novo recorde.

 

De acordo com o Banco de Portugal, a dívida pública situou-se em 249,165 mil milhões de euros em Julho, o que representa um agravamento de 81 milhões de euros face a Junho (249,084 mil milhões de euros). Apesar de a subida ter sido ligeira, o valor de Julho representa um novo recorde.

 

Ainda assim, em percentagem do PIB (a medida mais correcta para avaliar o peso da dívida) o valor de Julho não será recorde. O Banco de Portugal só publica dados da dívida pública em percentagem do PIB nos finais de trimestre. Em Junho situava-se em 132,2% do PIB, abaixo do recorde de 133,1% fixado em Setembro de 2016.

O Banco de Portugal explica o ligeiro agravamento de Julho (o segundo consecutivo) com o "aumento de certificados do Tesouro e outros depósitos junto das administrações públicas em 0,6 mil milhões de euros e emissões líquidas negativas de títulos no mesmo montante".

 

Também a pressionar em alta esteve o "acréscimo de empréstimos no montante 0,1 mil milhões de euros, resultante do aumento de empréstimos junto de bancos residentes, com destaque para o acordo assinado entre o Estado e o Banco Santander Totta respeitante aos contratos de derivados com empresas públicas de transportes (2,3 mil milhões de euros)".

 

Estes dois efeitos anularam o efeito do reembolso de empréstimos ao FMI, no valor de 1,8 mil milhões de euros.

 

No que diz respeito à dívida pública líquida de depósitos, em Julho registou-se um acréscimo de 900 milhões de euros para 230,3 mil milhões de euros.

  




(notícia em actualização)  




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mais votado Anónimo 01.09.2017

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado (nós) está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

comentários mais recentes
Rogério Martins 05.09.2017

A solução vai ser porem os funcionários públicos a trabalharem de borla e cortarem totalmente as pensões. A banca e os "parceiros" privados é que não podem ser privados do que ganham honradamente

LNG 03.09.2017

O céu é o limite

Anónimo 02.09.2017

A dívida acima de certos níveis torna-se num perigosíssimo e extremamente degradante vício, é como uma droga. Portugal e Grécia são de tal forma agarrados a esse vício, não têm juízo nenhum, que quem lhes dá a droga sabe que pode aproveitar-se deles, Portugal e Grécia, dos seus filhos e por este andar dos descendentes daqueles. Sul da Europa falido e superendividado é uma espécie de Casal Ventoso cheio de toxicodependentes da dívida prontos a matar, esfolar, roubar e vender-se em troca da próxima dose de dívida.

Anónimo 01.09.2017

É o resultado dos estímulos do BCE: mais dívida na veia dos sobreendividados. Um delírio!

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